Psol solicita revisão de inquéritos arquivados por Rivaldo Barbosa

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Parlamentares solicitam revisão de inquéritos após condenação de ex-delegado

O líder do Psol na Câmara e a vereadora Mônica Benício, viúva de Marielle Franco, apresentaram um ofício ao Ministério Público estadual. O pedido visa a revisão de inquéritos arquivados durante a gestão do ex-delegado Rivaldo Barbosa à frente da Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Rivaldo Barbosa foi condenado a 18 anos de prisão por obstrução de Justiça e corrupção passiva. Ele estava no comando da Polícia Civil quando ocorreu o assassinato de Marielle Franco, sendo acusado de tentar dificultar as investigações. Somente após a transferência do caso para a Polícia Federal, as investigações avançaram.

O partido argumenta que a atuação de uma autoridade policial condenada por corrupção compromete a integridade dos procedimentos investigativos sob sua gestão. Isso pode levar à nulidade absoluta dos processos, justificando assim a reabertura dos casos.

O Psol pede prioridade nas investigações de homicídios e crimes relacionados a milícias e organizações criminosas. A bancada ressalta que a revisão dos casos é essencial para garantir o devido processo legal, restaurar a confiança nas investigações e combater a impunidade evidenciada em decisões judiciais recentes.

Julgamento concluído

Marielle Franco foi assassinada em 14 de março de 2018, após um evento na Lapa. O veículo em que estava foi alvejado por nove disparos, resultando em sua morte e na do motorista Anderson Gomes, enquanto a assessora Fernanda Chaves sobreviveu ao ataque.

O julgamento na 1ª Turma do STF culminou na manhã de quarta-feira, sete anos após o crime. Os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, apontados como mandantes, receberam penas de 76 anos e três meses de prisão. Também foram condenados o major da reserva Ronald Pereira, por colaboração no atentado, e o ex-assessor Robson Calixto, que atuou como intermediário entre os envolvidos e as milícias da Zona Oeste do Rio.

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