PT celebra 46 anos em Salvador e destaca importância de preservar legado

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PT inicia celebrações de 46 anos e traça estratégias para eleições de 2026 em Salvador.

O Partido dos Trabalhadores (PT) deu início, na quinta-feira, às comemorações de seus 46 anos em Salvador, com um diagnóstico claro: as eleições de 2026 serão um plebiscito sobre Luiz Inácio Lula da Silva. A direção do partido definiu uma estratégia focada em “defender o legado” do governo, enfatizando realizações em comparação ao período anterior e adotando pautas populares com forte apelo, como a proposta da escala 6×1 e um discurso antissistema. O evento ocorreu no Hotel Fiesta Bahia.

No primeiro dia, a presença de figuras históricas do partido foi notável, mas a ausência de ministros do governo foi sentida. A programação sofreu alterações de última hora, que resultaram na exclusão da fala da ministra de Relações Institucionais, originalmente prevista. Em sua ausência, os ministros Sidônio Palmeira (Comunicação), Rui Costa (Casa Civil) e Margareth Menezes (Cultura), além do senador Jaques Wagner, também não compareceram ao evento.

O presidente do PT, Edinho Silva, explicou as ausências, mencionando que o senador Jaques Wagner teve compromissos em Brasília e não conseguiria chegar a tempo. Ele destacou que o evento foi agendado em um dia de trabalho, com várias reuniões em andamento na capital federal, e que os ministros que planejavam comparecer também chegariam apenas no dia seguinte.

A participação da militância foi intensa, embora o auditório só tenha atingido sua capacidade máxima por volta das 15h. Durante a recepção, diversos membros históricos do PT se reuniram para um café antes das atividades oficiais.

O ex-ministro José Dirceu foi um dos principais destaques do evento. Ele circulou entre os presentes, incluindo outros líderes históricos como os deputados federais Jilmar Tatto e Humberto Costa, além do presidente da Fundação Perseu Abramo, Paulo Okamotto. Dirceu foi frequentemente abordado para fotos e também atuou como conselheiro, recebendo solicitações de orientações políticas dos militantes.

A militância se destacou com camisetas, blusas, bottons de Lula e bonés estampados com frases como “o Brasil é dos brasileiros”, um dos slogans do presidente. A presença de Dirceu, junto a outros deputados como Helder Salomão, Zeca Dirceu, Benedita da Silva e Eduardo Suplicy, também foi notada, com os últimos sendo bastante requisitados para fotos.

O evento contou com quatro mesas de debate, abordando temas como “Rumos do Brasil: Estratégia e Projeto de País”, “Comunicação, Democracia e Soberania”, “Segurança, Defesa e Inteligência de Estado em prol da Soberania do Brasil” e “Desafios e perspectivas das candidaturas indígenas”. A articulação em torno do palanque paulista dominou as discussões, com a possibilidade de uma candidatura de Haddad ainda indefinida, mas com a avaliação de que ele pode aceitar uma candidatura no Estado. A chapa Lula–Alckmin é considerada um consenso para o Planalto.

A comunicação digital foi identificada como um ponto central nas discussões. Okamotto ressaltou a necessidade de melhorar o uso de ferramentas institucionais e fortalecer a presença do partido nos territórios, enfatizando que Lula espera que os militantes expliquem as ações do governo em cada cidade. O reconhecimento social foi destacado como crucial para a conquista de votos.

Além disso, o partido busca abandonar a abordagem de “memes” e tendências passageiras, propondo um resgate da memória do PT e revitalizando a imagem de seus quadros históricos. O PT também identificou setores chave para as eleições de 2026, incluindo trabalhadores precarizados, pequenos empreendedores, jovens endividados e famílias afetadas pelo custo de vida. As mulheres foram destacadas como um eleitorado fundamental, sendo reconhecidas como essenciais para o sucesso do partido nas eleições passadas.

Os desafios à frente são significativos, com a figura de Donald Trump sendo vista como um complicador, considerando sua tentativa de influenciar as eleições de 2022 e suas ações em conjunto com figuras ligadas ao bolsonarismo. Além disso, ministros do STF, como Kassio Nunes Marques e André Mendonça, são percebidos como ameaças ao partido, devido ao seu alinhamento com a antiga administração.

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