Refrigerante à base de leite promete revolucionar o mercado com proposta nutritiva

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Inovador refrigerante lácteo avança em validação como alternativa nutritiva.

O “Refrigerante do Bem”, uma bebida láctea rica em nutrientes e feita à base de soro de leite, está avançando nas etapas de validação, consolidando-se como uma alternativa inovadora no setor de alimentos.

A origem do produto está ligada a pesquisas realizadas por um Instituto de Laticínios, que visam desenvolver uma bebida carbonatada, acidificada ou fermentada. Essa bebida poderá ser enriquecida com proteínas, vitaminas e minerais, aumentando seu valor nutricional.

Além de seu potencial funcional, a formulação do refrigerante representa uma alternativa sustentável, promovendo o aproveitamento do soro de leite, que, muitas vezes, é descartado, contribuindo para a redução de resíduos e agregando valor à cadeia produtiva de lácteos.

Escolha do nome

O coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Leite e Derivados mencionou que o nome “Refrigerante do Bem” reflete o caráter sustentável e nutritivo da bebida.

Esse nome foi escolhido devido à contribuição ambiental do produto, que utiliza um subproduto que poderia gerar poluição se descartado inadequadamente. Além disso, a bebida mantém nutrientes do leite, como cálcio e outras vitaminas, podendo também incluir prebióticos e probióticos.

Testes avançam

A fase atual de testes da bebida envolve ensaios preliminares para caracterizar o soro de leite, avaliando sua composição e qualidade. Também estão sendo definidos os ingredientes ideais e o método de fabricação mais eficiente.

Após essa etapa, o refrigerante será produzido em escala industrial em uma fábrica-escola, utilizando tratamentos de fermentação ou acidificação. O produto será envasado, armazenado e refrigerado para avaliar sua estabilidade.

Durante o armazenamento, análises físicas, químicas e microbiológicas serão realizadas para monitorar a estabilidade, segurança e durabilidade do produto. Esses testes são essenciais para confirmar a viabilidade do uso do soro na bebida carbonatada, assegurando que ela seja segura e atenda aos critérios para probióticos, quando aplicável.

Transferência para a indústria

Após a conclusão das análises, está prevista a apresentação dos resultados em congressos e a publicação de artigos científicos, além de um relatório técnico que facilitará a divulgação científica e a transferência da tecnologia para a indústria.

Com a natureza inovadora do projeto, que permite uma fácil implementação em escala industrial, a expectativa é que, após a conclusão prevista para o início de 2027, a bebida possa ser adotada por laticínios interessados na sua produção.

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