Reino Unido reforça regulamentações para chatbots de IA após controvérsia com o Grok de Musk

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Grok, ferramenta da rede social X, gera polêmica ao criar imagens íntimas falsas.

O Reino Unido anunciou um endurecimento nas legislações sobre chatbots de inteligência artificial, visando garantir a segurança online e proteger os usuários, especialmente crianças, após a controvérsia gerada por imagens de nudez criadas pela ferramenta Grok, vinculada à rede social X e ao empresário Elon Musk.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, enfatizou a necessidade de eliminar as falhas que podem colocar crianças em risco, afirmando que “nenhuma plataforma terá passe livre” durante uma visita a um centro social em Londres.

O Ofcom, órgão regulador da internet no Reino Unido, iniciou uma investigação em janeiro para avaliar se a plataforma X violou regras de moderação de conteúdos ilegais e proteção de menores. A investigação está em andamento, refletindo a crescente preocupação com a segurança digital.

Interação no X para recriar imagem de mulher de biquíni usando o Grok

A investigação do Ofcom revelou uma limitação na legislação atual, que não abrange chatbots que permitem apenas interações entre o usuário e a IA, sem interação com outras pessoas. O órgão destacou que a ação contra danos online depende da cobertura legal existente.

“Só podemos agir contra danos online se eles estiverem cobertos pela lei”, afirmou o Ofcom, que pode aplicar multas significativas às empresas infratoras.

Para sanar essa lacuna, o governo britânico planeja apresentar uma emenda à Lei sobre Crime e Policiamento, obrigando todos os chatbots a proteger os usuários contra conteúdos ilegais.

Além disso, o governo está considerando incluir medidas no projeto de lei sobre bem-estar infantil que permitam intervenções rápidas em resposta a mudanças tecnológicas.

Essa nova abordagem representa uma mudança significativa em relação a janeiro de 2025, quando Starmer havia manifestado a intenção de transformar o Reino Unido em um polo de inteligência artificial, com menos regulamentações.

O governo também está preparando uma consulta pública sobre o bem-estar digital de crianças, que incluirá discussões sobre a possível proibição de redes sociais para menores de 16 anos e a limitação de recursos como o “scroll infinito”, que carrega novos conteúdos automaticamente.

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