Relator da CPMI do INSS solicita indiciamento de Lulinha, Daniel Vorcaro, parlamentares e 212 envolvidos

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Relator da CPMI do INSS solicita indiciamento de figuras proeminentes em esquema de fraudes.

O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), solicitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e outras 212 pessoas em seu parecer final. Entre os indiciados estão Daniel Vorcaro, do Banco Master, e os políticos Weverton Rocha (PDT-MA) e Euclydes Pettersen (Republicanos-MG).

Gaspar fundamentou o pedido de indiciamento de Lulinha com base em provas coletadas durante os trabalhos da CPMI e informações de uma decisão do Supremo Tribunal Federal. O relatório final será lido nesta sexta-feira, após o STF barrar a prorrogação dos trabalhos da comissão, que se encerra neste sábado.

O relator apontou que Lulinha teria cometido crimes como tráfico de influência, lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção passiva. Em resposta, Lulinha já declarou não ter qualquer envolvimento com as fraudes no INSS.

O senador Weverton Rocha é descrito no relatório como um líder político que apoiou a organização criminosa, facilitando a continuidade de descontos indevidos em benefícios previdenciários. Ele enfrenta indiciamento por advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

O deputado Euclydes Pettersen é acusado de ser uma figura-chave no esquema de fraudes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer), sendo um dos beneficiários de propinas. Ele também foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.

Entre os principais operadores do esquema, Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teve seu indiciamento solicitado por crimes graves, incluindo organização criminosa e lavagem de dinheiro. Ele é considerado o “principal operador financeiro” do esquema de descontos ilegais em aposentadorias.

O empresário Maurício Camisotti também foi incluído na lista de indiciados, enfrentando acusações de organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Gaspar destacou sua posição como beneficiário de uma estrutura de arrecadação ilícita contra o INSS, operada pelo Grupo Total Health.

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