Renan Calheiros Denuncia Pressão de Motta e Lira sobre o TCU no Caso Banco Master
Senador afirma que líderes da Câmara teriam atuado para reverter liquidação no Tribunal de Contas da União, gerando questionamentos políticos e jurídico-institucionais
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta segunda-feira que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), teriam exercido pressão sobre integrantes do Tribunal de Contas da União (TCU) para que a Corte reconsiderasse a liquidação do Banco Master, uma das instituições financeiras envolvidas em investigação econômica e judicial.
Segundo Calheiros, as informações que recebeu indicam que a atuação teria como objetivo fazer o TCU “liquidar a liquidação”, expressão usada pelo parlamentar para sugerir uma interferência no processo que já estava em curso. A declaração foi feita em entrevista à GloboNews, na qual o senador destacou que a suposta pressão teria ocorrido sobre ministros ligados a indicações políticas, especialmente de pessoas alinhadas ao chamado Centrão.
A articulação mencionada por Calheiros envolveria ministros do tribunal que teriam sido indicados por grupos políticos próximos a Motta, em especial Jhonatan de Jesus, ex-deputado federal pelo Republicanos e relator de parte dos autos relativos ao caso Master no TCU.
Em resposta às acusações, Arthur Lira criticou as declarações do senador, alegando que Renan “tem se especializado em criar fake news” e que as alegações serviriam para pressionar o Parlamento e o Governo, além de tentar “limpar a biografia” do próprio Calheiros. A posição de Hugo Motta ainda não havia sido oficialmente divulgada até o momento da publicação.
O episódio ocorre em meio a investigações sobre irregularidades envolvendo o Banco Master, cuja liquidação pela autoridade monetária desencadeou uma série de revisões e questionamentos sobre a atuação de órgãos públicos na supervisão e fiscalização do setor financeiro.
Renan Calheiros também criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a atuação de ministros no tratamento do caso, e anunciou planos para instalar um grupo de trabalho na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, com o objetivo de acompanhar de forma mais estreita as investigações e os desdobramentos no âmbito administrativo e judiciário.
Fonte: Divulgação/ Agência Brasil
