RH deve assumir a liderança na governança dos agentes, mas carece de letramento, destaca CIO da Natura
Transformação do RH é essencial para a governança em um mundo AI-First.
Dados e governança se tornaram prioridades para empresas que desejam se tornar AI-First. Um estudo recente revelou que 75% das organizações possuem um órgão dedicado à governança de dados, mas apenas 12% consideram essas estruturas maduras. No Brasil, esse número é de 20%. A CIO da Natura para a América Latina sugere que o setor de recursos humanos pode ser a chave para reverter esse quadro.
Em um painel no IT Forum Na Mata RH, a executiva destacou a importância do protagonismo do RH nos próximos anos. Com o avanço da tecnologia, o foco recairá sobre o ser humano e a construção de uma cultura organizacional sólida.
Renata enfatizou que estamos vivenciando uma transformação significativa na arquitetura do trabalho, envolvendo tanto humanos quanto digitais. A governança se torna um aspecto ético e cultural, essencial para diferenciar as empresas no mercado. O RH, como conhecedor das pessoas, será responsável por estabelecer esses limites.
A transformação será acentuada com a introdução de agentes de inteligência artificial. Renata apontou que essas ferramentas alterarão a forma de trabalho, delegando decisões aos algoritmos. A era dos agentes tomadores de decisão exigirá um salto não apenas em eficiência, mas em autonomia decisória.
Para preparar o RH para essa nova realidade, a executiva sugere dois caminhos. O primeiro é um maior letramento tecnológico, já que a maioria dos profissionais da área é formada em relações humanas e enfrenta dificuldades em entender as oportunidades tecnológicas. Uma pesquisa indicou que até 2030, 20% das organizações integrarão suas áreas de TI e RH.
Renata acredita que é fundamental que o RH compreenda a interseção entre tecnologia e comportamento humano para ajudar as organizações a se adaptarem. A dicotomia entre exatas e humanas deve ser superada, e o RH precisa se familiarizar com a tecnologia.
Mentalidade de startup na gestão
O professor e palestrante Caio Infante sugere que as organizações adotem uma mentalidade de startup, testando novas tecnologias e se aproximando de HRTechs. Essas empresas estão desenvolvendo soluções que podem otimizar a rotina do RH, e os líderes devem dedicar tempo para conhecê-las.
O segundo passo para o futuro do RH é repensar as formas de liderança. O novo modelo de trabalho deve ser mais alinhado a missões e competências do que a cargos tradicionais, exigindo que o RH treine líderes e organize as equipes de forma eficaz.
Renata concluiu que o humano, nesse novo cenário, precisa de novas formas de aprendizado e comunicação. O RH está diante de uma oportunidade sem precedentes para ser o arquiteto dessa transformação.
