Rússia denuncia Ucrânia por tentativa de obter armamento nuclear com apoio da França e Reino Unido

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Rússia acusa Ucrânia de buscar armas nucleares com apoio ocidental

A Rússia acusou a Ucrânia de tentar obter armas nucleares com a ajuda do Reino Unido e da França, em meio ao conflito que se arrasta há quatro anos. A declaração foi feita pelo Serviço de Inteligência Externa da Rússia (SVR), que afirmou que as duas nações estariam “trabalhando ativamente” para fornecer tecnologia nuclear à Ucrânia, visando fortalecer a posição de Kiev nas negociações de paz.

A Ucrânia rejeitou firmemente essa alegação, classificando-a como “uma mentira absurda”. Além disso, tanto o Reino Unido quanto a França também contestaram as acusações, considerando-as desinformação. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Heorhii Tykhyi, reiterou que o país não tem intenção de readquirir armamento nuclear e continua comprometido com os tratados internacionais de não proliferação.

Autoridades europeias também se manifestaram contra as alegações russas. Um porta-voz do governo francês descreveu a acusação como “desinformação flagrante”, enquanto o gabinete do primeiro-ministro britânico afirmou que “não há verdade nisso”. Essas reações demonstram a tensão crescente entre os países envolvidos no conflito e a preocupação com a propagação de informações enganosas.

As acusações foram feitas no mesmo dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, alertou que os inimigos da Rússia sabem como qualquer ataque contra o país poderia terminar, enfatizando o poderio nuclear russo. Ele declarou que os adversários “não conseguem infligir uma derrota estratégica à Rússia”, mas que continuarão tentando, o que, segundo ele, resultará em arrependimento.

Essas declarações ocorrem no quarto aniversário da invasão em larga escala lançada por Moscou em 24 de fevereiro de 2022. O Kremlin, na época, esperava uma vitória rápida, mas o conflito se transformou em uma guerra prolongada. Atualmente, a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, enquanto Kiev resiste com o apoio militar e financeiro de aliados ocidentais.

A Ucrânia herdou parte do arsenal nuclear soviético após o colapso da União Soviética, mas renunciou às armas na década de 1990 em troca de garantias de segurança. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já criticou essa decisão no passado, embora seu governo afirme que não tem planos de desenvolver ou adquirir armamento nuclear.

A Rússia, por sua vez, possui o maior arsenal nuclear do mundo, com cerca de 5.580 ogivas, conforme estimativas internacionais, o que gera preocupações sobre a escalada do conflito e as implicações para a segurança global.

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