Rússia implementa blindagem “dente-de-leão” em tanques para confundir drones ucranianos

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Tanques improvisados na guerra da Ucrânia desafiam a lógica militar convencional.

Desde o início da invasão, a guerra na Ucrânia se transformou em um campo de testes para inovações militares improvisadas. Caminhões blindados civis com portas de aço, veículos com estruturas improvisadas para resistir a mísseis antitanque e artilharia protegida com toras de madeira são exemplos de como as forças enfrentam a escassez de recursos. Quando a tecnologia não é suficiente, a criatividade se torna a solução. Assim, surge a história dos tanques mais estranhos e desconcertantes do conflito.

Estranho, mas blindado

No cenário de combate ucraniano, a Rússia tem levado a improvisação a limites extremos. Tanques cobertos com gaiolas, espinhos e revestimentos metálicos ganharam apelidos como “tartaruga”, “ouriço” e “dente-de-leão”.

Esses veículos, à primeira vista, podem parecer uma piada ou um sinal de decadência industrial. No entanto, sua presença crescente reflete uma realidade brutal: os drones de combate da Ucrânia tornaram a blindagem tradicional insuficiente. Isso forçou a Rússia a adicionar camadas externas para ganhar tempo e confundir os ataques letais.

Origem e evolução

As chamadas “gaiolas de proteção” começaram a aparecer meses atrás, à medida que a guerra terrestre se transformava com o uso crescente de drones. Inicialmente limitadas a tanques e veículos blindados, essas estruturas logo se expandiram para diversos sistemas.

Os designs variam amplamente: algumas são rudimentares e pesadas, enquanto outras são mais elaboradas, incorporando gaiolas de metal, placas de aço e redes de camuflagem. No caso russo, alguns tanques foram completamente revestidos, ganhando o nome de “tanques tartaruga” pela semelhança com o casco desses animais.

Essas inovações refletem a necessidade de adaptação em um ambiente de combate em rápida mudança, onde a proteção convencional não é mais suficiente.

O princípio simples que neutraliza drones

A lógica por trás desses designs é simples, mas eficaz: se um drone explode antes de atingir o casco principal, a onda de choque é reduzida. O “tanque dente-de-leão”, por exemplo, possui hastes metálicas que funcionam como uma barreira, detonando drones à distância.

Cada centímetro a mais entre a carga útil e a blindagem aumenta as chances de sobrevivência em um campo de batalha saturado de drones baratos. Isso pode ser a diferença entre um veículo incapacitado e um que continua em combate.

Vídeos nas redes sociais mostram que alguns veículos, como o UGV “Courier”, conseguiram sobreviver a ataques de drones, embora o peso adicional das proteções possa reduzir sua capacidade de carga.

Da zombaria inicial ao silêncio absoluto

O que inicialmente era motivo de riso entre os soldados ucranianos, com as gaiolas soldadas sendo alvo de zombarias, acabou sendo adotado. As forças ucranianas começaram a equipar seus veículos com proteções semelhantes, e até exércitos da OTAN estão testando soluções inspiradas nos “dentes-de-leão”.

A mensagem implícita é desconfortável: soluções improvisadas, embora feias, podem ser mais eficazes em uma guerra real do que muitas inovações sofisticadas que ainda não chegaram ao front.

Custos ocultos e limitações óbvias

Apesar de suas vantagens, essas coberturas improvisadas não são a solução definitiva. Elas aumentam o peso e o perfil do veículo, reduzindo sua mobilidade e não oferecem proteção contra artilharia precisa ou ataques de baixo. À medida que o tempo passa, os operadores de drones aprendem a contornar essas defesas, tornando-as cada vez menos eficazes.

Essas soluções são temporárias e, embora possam oferecer proteção momentânea, estão fadadas a se tornarem obsoletas à medida que o adversário desenvolve novas táticas.

Corrida que define a guerra moderna

Ainda assim, o fato central permanece: a Rússia criou tanques tão bizarros que, por um tempo, conseguiram neutralizar a resposta dos drones inim

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