Rússia planeja instalar usina nuclear na Lua até 2033 para impulsionar corrida espacial
Rússia avança em projeto de usina nuclear lunar com previsão de conclusão em 2036.
A agência espacial russa Roscosmos anunciou um contrato para desenvolver uma usina nuclear na Lua, com a conclusão prevista para 2036. O projeto contempla um cronograma logístico que inclui pelo menos três missões lunares, programadas para 2033, 2034 e 2035.
O principal objetivo do projeto é assegurar um fornecimento de energia sustentável para veículos exploradores, observatórios e a infraestrutura da Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).
Cronograma e logística das missões russas
O desenvolvimento do módulo de energia será supervisionado pelo Instituto Kurchatov, em colaboração com a Rosatom. O projeto envolve a criação de espaçonaves, testes experimentais em solo, testes de voo e a implantação de infraestrutura na superfície lunar.
De acordo com o planejamento da NPO Lavochkin, as missões de 2033 e 2034 terão como foco o suporte e a entrega da infraestrutura necessária para a operação no solo lunar. O transporte do módulo de energia está previsto apenas para a missão de 2035.
“O projeto é um passo importante para a criação de uma estação científica lunar em funcionamento permanente e a transição de missões únicas para um programa de exploração lunar de longo prazo”, destacou a Roscosmos.
Rússia e China assinam acordos de cooperação espacial
Este projeto nuclear está interligado com a parceria estabelecida entre Rússia e China, que visa a criação da base lunar ILRS, sob a liderança da Administração Espacial Nacional da China e da Roscosmos.
Além disso, outros países, como Belarus, África do Sul e Sérvia, também estão envolvidos na construção da base lunar, ampliando a cooperação internacional na exploração espacial.
Corrida global por bases lunares
A busca por bases lunares não é uma iniciativa restrita à Rússia ou China. A NASA e o Departamento de Energia dos EUA anunciaram um memorando de entendimento para colaborar na implementação de reatores nucleares na superfície lunar até 2030.
Na Europa, empresas como a francesa Framatome e a italiana ENEA estão explorando soluções tecnológicas para reatores espaciais. O foco está no desenvolvimento de novos combustíveis e materiais que resistam a condições extremas, além de considerar o uso de manufatura aditiva para a produção de componentes diretamente no espaço. Essa tendência global sinaliza a intenção de utilizar a energia nuclear como a principal fonte energética para futuros assentamentos fora da Terra.
