Segurança na nuvem gera desconfiança em 80% dos especialistas sobre suas próprias capacidades

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Mais de 80% dos especialistas em segurança cibernética expressam insegurança na detecção de ameaças na nuvem.

Uma nova pesquisa revela que mais de 80% dos especialistas em segurança cibernética não confiam plenamente em sua capacidade de detectar e responder a ameaças na nuvem em tempo real. Este número representa um aumento significativo de 16% em relação ao ano anterior, evidenciando uma crescente preocupação com a segurança em ambientes digitais.

Apesar dessa falta de confiança, 88% das organizações já operam em ambientes híbridos ou multicloud, um aumento em comparação aos 82% do ano passado. Dentre essas organizações, 81% utilizam dois ou mais provedores de nuvem para gerenciar cargas de trabalho críticas, um crescimento em relação aos 78% do ano anterior. Além disso, 29% dos entrevistados afirmam que utilizam mais de três provedores de nuvem.

O estudo também destaca que as equipes de cibersegurança enfrentam uma escassez global de profissionais qualificados, resultando em respostas lentas e na perda de alertas importantes. Aproximadamente 74% dos participantes da pesquisa relatam uma escassez ativa de talentos na área, enquanto 59% ainda estão nos estágios iniciais de maturidade em segurança na nuvem.

Embora as soluções de segurança estejam se expandindo, a falta de coordenação entre elas resulta em ferramentas desconectadas e visibilidade limitada. As equipes de cibersegurança se veem obrigadas a correlacionar manualmente alertas de sistemas que não foram projetados para operar em conjunto. Para cerca de 70% das organizações, a proliferação de ferramentas e as lacunas de visibilidade são os principais obstáculos para uma segurança eficaz na nuvem.

Vincent Hwang, vice-presidente de segurança na nuvem, enfatiza a importância da segurança na nuvem em um mundo cada vez mais impulsionado pela inteligência artificial. Ele alerta que a rápida adoção da IA está transformando a gestão dos ambientes de nuvem e ampliando a superfície de ataque, superando os modelos de segurança tradicionais e a capacidade das equipes de proteger essas implantações.

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