Senado institui Sala Lilás para apoio a mulheres vítimas de violência

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Senado Federal inaugura a primeira Sala Lilás do mundo em um Parlamento para apoio a mulheres vítimas de violência.

O Senado Federal acaba de inaugurar a primeira Sala Lilás do mundo em um ambiente parlamentar, um espaço dedicado ao acolhimento e orientação de mulheres que sofreram violência. Este local visa proporcionar um atendimento reservado e direcionar as vítimas para serviços de proteção, incluindo saúde, assistência social e Justiça.

A nova estrutura está situada no Bloco 16, em frente ao Espaço do Servidor, e foi projetada para garantir atendimento imediato e com privacidade. O espaço segue o modelo das Salas Lilás já existentes em órgãos de segurança pública, que se concentram na escuta qualificada e no encaminhamento de vítimas para serviços especializados.

Durante a cerimônia de inauguração, o presidente do Senado destacou a violência contra as mulheres como uma “epidemia”, enfatizando a necessidade de uma mobilização social mais intensa para enfrentar essa questão. Ele ressaltou a importância das mulheres no Senado, que lutam diariamente contra preconceitos e agressões, contribuindo para o fortalecimento do Poder Legislativo.

A Sala Lilás é parte do programa “Antes que Aconteça”, lançado em 2023, que visa implementar ações de prevenção e combate à violência contra a mulher. Este programa inclui a criação de Salas Lilás em instituições de segurança e Justiça, abrigos temporários, monitoramento de agressores por meio de inteligência artificial e campanhas educativas.

Estima-se que cerca de 30 mil pessoas circulam mensalmente pelo Senado, o que torna a criação desse espaço de acolhimento ainda mais relevante. A senadora responsável pela iniciativa afirmou que a Sala Lilás oferece um ambiente seguro para escuta e orientação das mulheres que necessitam de apoio.

Além disso, a Sala Lilás está integrada ao projeto de lei que estabelece diretrizes para o funcionamento do programa em todo o país. Este projeto foi aprovado pelo Senado e agora será analisado pela Câmara dos Deputados.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça também participou da cerimônia, enfatizando que a violência doméstica é uma das formas mais severas de agressão, causando danos duradouros às vítimas e suas famílias. A diretora-geral do Senado explicou que o espaço foi estruturado para atender mulheres que enfrentam diferentes tipos de violência, incluindo situações que ocorrem no ambiente de trabalho, com suporte de profissionais especializados.

A líder da Bancada Feminina no Senado destacou que a iniciativa não visa apenas contabilizar vítimas, mas sim proteger as mulheres antes que a violência se agrave. A cerimônia contou com a presença de diversas senadoras e deputadas, refletindo o apoio coletivo a essa importante causa.

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