Sindicato critica gestão de Pochmann no IBGE em reunião com o governo
Funcionários do IBGE solicitam avaliação sobre crises na gestão do Instituto.
Os trabalhadores do IBGE estão buscando levar suas preocupações sobre a atual administração à presidência da República. A direção do sindicato da categoria se reuniu com um representante do governo federal para discutir as “sucessivas crises” enfrentadas sob a liderança de Marcio Pochmann.
Durante o encontro, foi abordado o conflito entre a gestão do IBGE e seus servidores. De acordo com o sindicato, a relação com o corpo técnico do Instituto está marcada por “conflitos abertos” que se intensificaram sob a atual direção.
Um dos principais pontos de discórdia surgiu após uma série de demissões. Em uma carta aberta, os funcionários expressaram suas críticas em relação à saída de diretores e às práticas administrativas de Pochmann, que, segundo eles, têm sido caracterizadas por atitudes autoritárias e desrespeito ao corpo técnico.
A carta, que foi divulgada espontaneamente pelos técnicos, destaca que a condução administrativa do presidente do IBGE culminou em um comunicado que atacou a integridade ética dos servidores e de seu sindicato, gerando ainda mais tensão entre as partes.
O sindicato acredita que a crise se agravou com a tentativa da atual gestão de estabelecer a “Fundação de Apoio IBGE+”, que visava captar recursos privados para as iniciativas do Instituto. Essa proposta foi considerada inviável pela Advocacia Geral da União, que apontou a impossibilidade de criar uma fundação de direito privado vinculada a um ente público.
Além disso, a Assibge aponta que a exoneração do coordenador de Contas Nacionais, pouco antes da divulgação do PIB de 2025, representa uma nova crise. O sindicato enfatiza que, embora a administração tenha a prerrogativa de substituir cargos de chefia, essas mudanças devem priorizar a continuidade dos programas e a integridade institucional.
O conflito também se estende à área de comunicação do IBGE, onde houve a inclusão de conteúdo que sugere propaganda do governo de Pernambuco em publicações do Instituto. O sindicato considera essa ação grave, pois compromete o caráter imparcial e técnico pelo qual a instituição é reconhecida.
A direção do IBGE foi contatada para comentar as declarações do sindicato, mas não houve resposta até o fechamento desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja recebida.