Sítio de Atibaia é destaque em noticiário policial, afirma Flávio Bolsonaro
Transferências de Lulinha reacendem polêmicas sobre o sítio de Atibaia.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) trouxe à tona novas suspeitas sobre o sítio de Atibaia, destacando que o imóvel voltou a ser mencionado em investigações policiais. Em suas declarações, o parlamentar insinuou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está tentando proteger seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, após a quebra de seu sigilo bancário pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.
As transferências financeiras de Lulinha para Jonas Leite Suassuna Filho, proprietário do sítio, reacenderam as dúvidas sobre a legalidade da propriedade, que já foi um dos fundamentos para a condenação de Lula em 2020. Flávio Bolsonaro utilizou suas redes sociais para afirmar que o sítio, associado a escândalos de corrupção, voltou a ser foco de atenção.
No vídeo compartilhado, Flávio menciona que Atibaia se tornou o “epicentro da corrupção” e critica a suposta tentativa de Lula de proteger seu filho das investigações. Ele ressalta que, ao perceber que a situação está se complicando, a única intenção de Lula seria salvaguardar Lulinha.
Quebra de sigilo de Lulinha
A quebra de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva revelou uma movimentação financeira significativa, totalizando R$ 19,5 milhões entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026. Essa investigação faz parte da apuração de fraudes previdenciárias pela CPMI do INSS, que está analisando se Lulinha recebeu dinheiro de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, em um esquema que ficou famoso como “Farra do INSS”.
Os dados obtidos mostram transferências de Lulinha para ex-sócios, incluindo 17 transações para Jonas Leite Suassuna Filho, totalizando R$ 704.000, além de 15 transferências para Kalil Bittar, que somam R$ 750.000. Suassuna Filho é o proprietário do sítio em Atibaia, que foi frequentado por Lula e que esteve no centro de processos da Operação Lava Jato, resultando em condenações que posteriormente foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal.
Lula enfrentou acusações de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, sendo condenado a 17 anos, 1 mês e 10 dias de prisão em maio de 2020. A condenação se baseou na alegação de que ele teria recebido vantagens indevidas de construtoras para reformas no sítio, em troca de facilitar contratos com a Petrobras. O presidente sempre negou as acusações e, em 2021, o ministro do STF, Gilmar Mendes, anulou as decisões do ex-juiz Sérgio Moro relacionadas a esses processos.
