Substituição de faróis a laser de BMW tem custo equivalente a um carro novo Aveo, revelando aumento nos gastos de pós-venda devido à tecnologia
Faróis sofisticados elevam custos de reparo em veículos premium.
Com a evolução das tecnologias de iluminação, especialmente em marcas de luxo, os faróis se tornaram mais complexos e caros. As inovações incluem sistemas de iluminação LED matricial e a laser, além de luzes diurnas e indicadores de direção, que aumentam a sofisticação dos componentes.
Recentemente, um proprietário de um veículo de alto desempenho enfrentou um problema significativo quando uma junta do farol falhou, resultando na necessidade de substituir toda a unidade. Essa situação ilustra como uma falha em um pequeno componente pode levar a um custo elevado de reparo.
O processo de reparo, segundo os procedimentos da concessionária, envolve a remoção da peça defeituosa e a instalação de uma nova, o que se torna oneroso. Para um modelo específico, a substituição do farol a laser está avaliada em aproximadamente US$ 6.721, além de custos de mão de obra que podem chegar a US$ 1.788,40, totalizando cerca de US$ 9.021.
Embora o valor da mão de obra possa parecer elevado, o serviço exige mais do que uma simples troca. É necessário programar a nova unidade e remover o para-choque dianteiro para acessá-la, complicando ainda mais o processo.
Os faróis modernos e as lanternas traseiras de LED são projetados de forma a serem selados, protegendo componentes internos como o computador de controle e os diodos. Isso significa que, ao ocorrer uma falha, não é suficiente trocar apenas a peça danificada; geralmente, toda a unidade precisa ser substituída, o que encarece ainda mais o reparo.
Em resposta a esses desafios, a Mercedes-Benz está revisando a fabricação de seus componentes automotivos. Muitas peças do conjunto de iluminação dianteira atualmente utilizam colas e adesivos, dificultando a manutenção e o reparo.
Apesar de ser possível abrir essas unidades, o processo é complexo e arriscado, podendo resultar em danos irreparáveis. Assim, a tendência é que unidades inteiras sejam descartadas quando um único componente falha.
Com o objetivo de melhorar a situação, a Mercedes propõe a utilização de parafusos em vez de colas para a montagem de componentes. Essa mudança permitiria que, em caso de danos, como uma lente quebrada, a peça pudesse ser facilmente substituída, evitando a necessidade de trocar toda a unidade de LED adaptativo.
Essa abordagem não apenas reduziria os custos de reparo, mas também contribuiria para a diminuição do desperdício, promovendo uma solução mais sustentável para a indústria automotiva.
