Transição energética mineral se torna crucial para o Brasil em 2026
Brasil se destaca na corrida global por minerais críticos e estratégicos.
O mundo enfrenta uma intensa competição por minerais essenciais que são vitais para a transição energética, segurança alimentar, defesa e inovação tecnológica. Sem a mineração, não há economia de baixo carbono, e o Brasil, com suas vastas e diversificadas reservas minerais, desempenha um papel crucial nesse cenário global.
O ano de 2026 será decisivo para determinar se o Brasil se tornará um líder nas cadeias globais de valor ou se continuará sendo apenas um exportador de matérias-primas. Em um ambiente de tensões geopolíticas e fragmentação das cadeias produtivas, nações e blocos econômicos lutam por acesso seguro a minerais estratégicos. A falta de uma política bem estruturada pode comprometer a competitividade do país, além de impactar investimentos e a soberania econômica.
O Congresso Nacional enfrenta uma escolha estratégica importante. O projeto de lei nº 2.780/2024, que estabelece a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, é um passo fundamental para reposicionar o Brasil na economia global. A proposta já conta com apoio do Poder Executivo e recebeu aprovação de urgência no Plenário da Câmara, sendo uma das prioridades legislativas para 2026.
Os minerais críticos são fundamentais para garantir a soberania e reindustrialização do país, exigindo regras claras e uma visão de longo prazo. O objetivo da política proposta é transformar a riqueza mineral em desenvolvimento econômico e industrial, reunindo instrumentos fiscais, financeiros e regulatórios que estimulem investimentos, promovam inovação, gerem empregos qualificados e incentivem a agregação de valor no Brasil.
Durante 2025, a Frente Parlamentar da Mineração Sustentável trabalhou para alinhar a política nacional de minerais críticos e estratégicos, defendendo a segurança jurídica e a sustentabilidade. O debate sobre o Imposto Seletivo e a preservação da mineração na Lei Geral do Licenciamento Ambiental demonstraram que é possível avançar de forma responsável, considerando os aspectos econômicos, ambientais e sociais.
Os desafios de 2026 vão além das tensões geopolíticas e do cenário internacional. As eleições gerais podem desacelerar o ritmo legislativo e aumentar a polarização política. É fundamental que o Congresso mantenha o foco em discussões técnicas e avance em pautas estruturantes, evitando soluções simplistas para questões estratégicas.
A mineração no Brasil precisa de previsibilidade, regras claras e uma visão de futuro. Garantir a soberania não implica em isolar o país ou criar monopólios, mas sim em construir um ambiente regulatório equilibrado que atraia investimentos produtivos e fortaleça a indústria nacional.
A transição energética é intrinsicamente ligada aos minerais, e o Brasil tem um papel central nesse processo. Em 2026, o Congresso terá a oportunidade de decidir se o país será protagonista ou mero espectador na nova geopolítica dos minerais.
