Trump promete destruir campo de gás em resposta a retaliação do Irã

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Trump afirma que EUA e Qatar não estavam cientes do ataque de Israel ao campo de gás South Pars.

O presidente dos Estados Unidos declarou que tanto seu governo quanto o Qatar não tinham conhecimento do ataque realizado por Israel ao campo de gás South Pars, localizado no Irã. Essa afirmação foi feita em uma publicação na plataforma Truth Social.

Durante sua declaração, Trump mencionou que o ataque foi motivado por tensões acumuladas no Oriente Médio. Ele ressaltou que a operação foi uma ação unilateral de Israel e que os EUA não estavam envolvidos.

O campo de gás South Pars é considerado a maior reserva de gás natural do mundo, com sua administração compartilhada entre Irã e Qatar. Trump assegurou que Israel não planeja realizar novos ataques a essa instalação, a menos que o Irã decida atacar o Qatar.

Ele também expressou preocupação com as consequências de um ataque ao Qatar, afirmando que, se a infraestrutura de gás natural liquefeito (GNL) do país for ameaçada novamente, os Estados Unidos reagirão com força significativa.

No mesmo dia, o Irã respondeu ao ataque com lançamentos de mísseis direcionados a alvos no Golfo, incluindo a Arábia Saudita e instalações energéticas no Qatar. Essa escalada de hostilidades gerou preocupações sobre a segurança regional e a estabilidade do mercado de energia.

O ataque resultou em danos consideráveis em Ras Laffan, um importante centro de processamento de GNL do Qatar. Além disso, a Arábia Saudita conseguiu interceptar um ataque a uma de suas instalações de gás.

EFEITOS DA GUERRA

Os desdobramentos do conflito provocaram um aumento significativo nos preços do petróleo, com o tipo Brent Crude superando os US$ 108 por barril. Os mercados financeiros reagiram negativamente, temendo que a infraestrutura energética da região fosse severamente afetada.

A diretora de Inteligência Nacional dos EUA alertou que, apesar da guerra, o governo iraniano continua operante e mantém a capacidade de atacar interesses americanos e aliados na região.

O conflito já impactou o transporte marítimo no estreito de Ormuz, uma rota crucial por onde transita cerca de 20% do petróleo e gás natural liquefeito comercializados globalmente.

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