Trump une forças com líderes latino-americanos em resposta aos ataques ao Irã para criar coalizão anticartel
Trump forma coalizão militar contra cartéis de drogas na Cúpula “Escudo das Américas”.
O presidente dos Estados Unidos anunciou a formação de uma coalizão militar contra os cartéis de drogas durante a Cúpula “Escudo das Américas”, realizada na Flórida.
O encontro, que ocorreu no último sábado, reuniu líderes de diversas nações latino-americanas, refletindo a crescente preocupação com a influência e o poder dos cartéis de drogas na região. Trump enfatizou que a luta contra essas organizações criminosas é fundamental para liberar o potencial da América Latina.
Entre os líderes presentes, estavam representantes da América Central, América do Sul e Caribe, que se uniram em torno da proposta de colaboração militar. A assinatura de uma proclamação formalizando a coalizão marca um passo significativo na estratégia de Trump para aumentar o envolvimento dos EUA na América Latina.
“É uma ótima parte do mundo, mas para preencher esse tremendo potencial, devemos destruir o controle dos cartéis e gangues criminosas”, afirmou Trump.
A reunião também serviu para Trump reforçar sua posição em relação à Venezuela, onde a administração americana tem pressionado para mudanças políticas, incluindo a captura do presidente Nicolás Maduro. A cúpula ocorre em um contexto de crescente tensão nas relações dos EUA com a China, que tem expandido sua influência na América Latina através de investimentos e empréstimos.
Kristi Noem, ex-secretária de Segurança Interna, foi designada como enviada especial para a coalizão, destacando a ênfase de Trump em segurança e combate ao crime na região. A cúpula oferece uma oportunidade para projetar força em um momento em que os desafios globais, como o conflito no Oriente Médio, impactam diretamente a economia americana.
A iniciativa também visa contrabalançar a crescente presença chinesa na América Latina, que tem sido vista como uma ameaça às influências tradicionais dos EUA. A cúpula se alinha com os esforços de Washington para estreitar laços com países latino-americanos, especialmente em áreas como comércio e segurança.
Aliados de direita participam da cúpula
Entre os líderes que participaram do evento estão figuras proeminentes da direita na América Latina, como o presidente argentino Javier Milei e o presidente eleito do Chile, José Antonio Kast. A ausência do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva é notável, refletindo as divisões políticas na região.
Os participantes compartilham uma visão conservadora sobre questões de segurança e migração, favorecendo abordagens mais rígidas em vez de soluções sociais mais abrangentes. A reunião evidencia uma tendência crescente de alinhamento entre líderes latino-americanos e a administração de Trump, em um contexto de polarização política na região.
Combate à influência da China
A crescente influência da China na América Latina, com recordes de comércio e investimentos, tem sido uma preocupação constante para os EUA. Estima-se que o comércio entre a China e a região tenha alcançado US$518 bilhões em 2024, com empréstimos significativos a diversos governos.
A presença chinesa, que inclui projetos de infraestrutura e apoio econômico a países como a Venezuela, tem gerado tensões nas relações bilaterais. A administração Trump tem buscado formas de limitar a influência chinesa em setores estratégicos, reforçando a importância de parcerias com aliados na América Latina.
