União Europeia oferece incentivos a agricultores após acordo com o Mercosul
União Europeia propõe incentivos a agricultores insatisfeitos com acordo comercial com Mercosul.
Recentemente, a União Europeia (UE) anunciou um pacote de incentivos destinado a agricultores que expressaram insatisfação com o acordo comercial que está em negociação com o Mercosul. Esta decisão surge em um contexto de crescente preocupação entre os produtores agrícolas europeus sobre os impactos que as importações de produtos sul-americanos podem ter em suas atividades.
A Comissão Europeia, responsável pela execução das políticas do bloco, planeja reformular sua proposta orçamentária para o período de 2028 a 2034. A proposta inclui a disponibilização antecipada de aproximadamente 45 bilhões de euros, o que equivale a cerca de R$ 286 bilhões, para apoiar os agricultores afetados pelas mudanças no comércio internacional.
Essa informação foi divulgada em uma carta da presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, e coincide com a convocação de uma reunião especial de ministros da Agricultura em Bruxelas. O objetivo do encontro é discutir as preocupações levantadas pelo setor agrícola em relação ao acordo proposto.
Os agricultores, especialmente na França e na Itália, estão alarmados com a possibilidade de uma entrada massiva de produtos como carne, arroz, mel e soja provenientes da América do Sul. Estes produtos são percebidos como mais competitivos devido a suas normas de produção menos rigorosas, o que poderia prejudicar a agricultura local em troca da exportação de veículos e maquinário europeu para o Mercosul.
Além disso, a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) para o período de 2028 a 2034 também é uma fonte de descontentamento para muitos agricultores. A assinatura do acordo de livre comércio está programada para 12 de janeiro, mas a aprovação final depende do consentimento dos Estados-membros da UE, que será votado em breve.
Uma reunião anterior, que estava marcada para dezembro, foi adiada devido à resistência da França e da Itália. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, elogiou a nova proposta da Comissão, considerando-a um avanço significativo nas negociações que moldarão o futuro orçamento da UE. Fontes internas indicam que a Itália está inclinada a apoiar o acordo comercial, sinalizando um movimento em direção à resolução das tensões atuais.
