União Europeia prevê assinatura iminente de acordo comercial com o Mercosul

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Avanços nas negociações do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul são destacados.

A Comissão Europeia anunciou que as negociações para o acordo comercial com o Mercosul estão progredindo, com expectativa de assinatura em breve. Essa informação foi divulgada em um comunicado oficial, ressaltando a confiança do bloco europeu na conclusão das tratativas.

A porta-voz da União Europeia, Paula Pinho, não confirmou a data de 12 de janeiro como possível para a assinatura, mas enfatizou que as discussões estão bem encaminhadas. O otimismo em torno do acordo é palpável, com a expectativa de que ele seja finalizado em um futuro próximo.

  • 🔍 O acordo prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de estabelecer regras comuns para comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios.

“Entramos em contato com nossos parceiros do Mercosul e concordamos em adiar ligeiramente a assinatura”, declarou a presidente da Comissão Europeia, expressando confiança em que há uma maioria suficiente para a conclusão do acordo.

Oposição da França

O presidente da França, Emmanuel Macron, manifestou que o país não apoiará o acordo comercial sem a inclusão de novas salvaguardas para os agricultores franceses, que são o principal foco de resistência ao tratado dentro da União Europeia.

Macron afirmou que as preocupações dos agricultores são legítimas e que o acordo não pode ser assinado sem que suas demandas sejam atendidas. Ele deixou claro que a França se oporá a qualquer tentativa de forçar a adoção do pacto comercial com o Mercosul.

  • 👉 Para os agricultores franceses, o acordo com o Mercosul é considerado uma ameaça, devido ao receio de concorrência desleal com produtos latino-americanos, que são mais baratos e produzidos sob diferentes padrões ambientais.

Itália mantém incerteza

A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, declarou que o país pode apoiar o acordo comercial com o Mercosul, desde que as preocupações dos agricultores italianos sejam endereçadas. Ela ressaltou que o governo está preparado para assinar o acordo assim que as respostas necessárias forem dadas.

Informações indicam que a Itália pode estar inclinada a apoiar o acordo, embora nada tenha sido formalmente anunciado até o momento. A posição do governo italiano dependerá das decisões da Comissão Europeia, que devem ser resolvidas rapidamente.

Alemanha e Espanha apoiam acordo

Enquanto a França resiste, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, defendem que a União Europeia avance nas negociações do acordo com o Mercosul, firmado politicamente no ano passado com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.

A Alemanha e a Espanha, juntamente com países nórdicos, acreditam que o tratado pode ajudar a mitigar os efeitos das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos europeus e reduzir a dependência em relação à China, ampliando o acesso a minerais e novos mercados.

O chanceler alemão destacou a importância de tomar decisões imediatas para que a União Europeia mantenha sua credibilidade na política comercial global. A aprovação do acordo depende do aval do Conselho Europeu, que requer apoio da maioria dos países do bloco e da população europeia, tornando essa fase politicamente sensível.

Embora a resistência se concentre no agronegócio, o acordo abrange também setores industriais, de serviços, investimentos e propriedade intelectual, o que garante apoio de outras áreas da economia.

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