Vereadora de Nova Pádua rasga documento de denúncia de suposta fraude eleitoral e tumultua sessão da Câmara

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Ato chama atenção da comunidade e reacende debates sobre legitimidade de mandatos e respeito à democracia

A sessão ordinária da Câmara Municipal de Nova Pádua na última segunda-feira (2 de fevereiro) teve um episódio que repercutiu entre moradores e lideranças locais: a vereadora Luciane Lorenzet Toscan (PDT) rasgou em plenário um documento contendo uma denúncia de suposta fraude eleitoral, apresentada pelo Partido Progressistas (PP) no início de seu mandato.

O ato aconteceu durante o grande expediente da sessão, logo no início dos trabalhos legislativos de 2026. Luciane, que foi 15ª mais votada no distrito do Pequeno Paraíso Italiano nas eleições municipais de 2024, obtendo 64 votos, assumiu uma das nove cadeiras na Câmara graças ao coeficiente eleitoral do seu partido, e ocupou a tribuna para rebater as alegações apresentadas contra sua candidatura.

Contexto e reação em plenário

O documento rasgado em plenário questionava a validade da candidatura de Luciane apresentado pelo PP. No discurso, a vereadora afirmou que enfrentou um processo que, segundo ela, ameaçava sua permanência no Legislativo desde o início da legislatura.

“Desde o início do meu mandato algumas pessoas optaram por desqualificar a minha escolha, usando indiretas, ironias e, o pior de tudo, tentando transformar esse processo em um instrumento de perseguição.” disse Luciane Toscan em seu pronunciamento, acrescentando que manteve “consciência tranquila” por não ter cometido irregularidades.

A vereadora relatou que o pedido de cassação foi analisado inicialmente, e ela aguardou a tramitação do processo com cautela. Embora uma decisão favorável tenha sido emitida em primeira instância, Luciane destacou que só comemorou após a confirmação da Justiça em segunda instância, que reconheceu a regularidade de sua candidatura.

“A Justiça foi feita. Quando a justiça é feita, quem vence não sou apenas eu, mas a democracia e a população. Cada voto tem valor, rosto e significado.” afirmou a parlamentar durante o pronunciamento.

Repercussão na comunidade

O episódio tem chamado atenção da comunidade de Nova Pádua e de municípios vizinhos, tanto pelo gesto inusitado de rasgar o documento em plenário quanto pela retomada do debate sobre a legitimidade do mandato e a importância do respeito às decisões judiciais e ao processo democrático. A situação reacende discussões que vão além dos limites da Câmara Municipal, tornando-se tema de conversas entre moradores, lideranças políticas e usuários de redes sociais na região. (Jornal O Florense)

Analistas políticos ouvidos por moradores destacam que, ainda que o ato tenha sido simbólico, ele reflete tensões políticas internas e a tentativa de dissociar a atuação parlamentar de acusações que foram judicialmente descartadas. A ação de rasgar o documento também despertou críticas por parte de adversários políticos, que defendem que gestos desse tipo podem enfraquecer a imagem das instituições democráticas.

Decisão da Justiça Eleitoral

Segundo o próprio relato da vereadora Luciane Toscan, após a confirmação do julgamento em segunda instância, foi confirmado que não houve irregularidades na sua candidatura, e que não havia motivos legais para cassação do seu mandato, encerrando a tramitação do processo que questionava os votos e a validade da sua eleição.

Foto: Divulgação/Redes Sociais/ O Florense

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