Viana refuta acusações de vazamento de dados sigilosos relacionados ao STF
Presidente da CPMI do INSS defende atuação do colegiado em resposta a Moraes.
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS, senador Carlos Viana, reafirmou que o colegiado sempre atuou dentro dos limites legais, após o ministro Alexandre de Moraes responsabilizar a comissão por supostos vazamentos de informações sigilosas.
Viana negou, em declaração feita na última sexta-feira, que a CPMI tenha divulgado material confidencial relacionado a ministros do Supremo Tribunal Federal. A afirmação surgiu em resposta às alegações de Moraes, que indicou que dados do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, teriam sido enviados à imprensa pela comissão.
O senador utilizou suas redes sociais para esclarecer que a CPMI sempre respeitou as normas legais e regimentais. Ele enfatizou a importância de identificar a origem dos documentos vazados antes de atribuir qualquer responsabilidade à comissão.
“Antes de atribuir essa responsabilidade ao Parlamento, é preciso identificar com precisão a origem desses documentos”, destacou Viana, reforçando a necessidade de um processo investigativo claro.
Em relação à decisão do ministro André Mendonça, que determinou a abertura de um inquérito para investigar o vazamento das informações do celular de Vorcaro, Viana expressou que recebe a medida com “serenidade e respeito institucional”.
Mendonça ressaltou que o compartilhamento de informações sigilosas não autoriza o vazamento por integrantes da CPMI, afirmando que a responsabilidade pela manutenção do sigilo recai sobre a autoridade que recebeu as informações.
