Viúvo lamenta a morte de mulher por intoxicação em piscina

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Viúvo de professora fala sobre tragédia em academia de natação em São Paulo.

O viúvo da professora Juliana Faustino Bassetto, que faleceu devido a uma intoxicação durante uma aula de natação, recebeu alta hospitalar e compartilhou suas emoções em um vídeo. Vinícius de Oliveira, que estava com a esposa no dia do incidente, descreveu sua sobrevivência como uma “vitória”, mas lamentou a perda da companheira.

Internado desde 7 de fevereiro, Vinícius expressou a dor da ausência de Juliana, destacando a importância do apoio familiar nesse momento difícil. Ele relatou que, após o mal-estar na piscina, ambos foram ao hospital Santa Helena, onde Juliana sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Além do casal, outras cinco pessoas também necessitaram de atendimento médico por intoxicação por cloro.

O viúvo manifestou sua indignação em relação à academia, afirmando que havia problemas sérios que só vieram à tona após a tragédia. Ele criticou a falta de alvarás e a inadequação da pessoa responsável pela manutenção da piscina, que não possuía a qualificação necessária para realizar os procedimentos adequados.

Vinícius nunca imaginou que uma piscina pudesse representar um risco à segurança. Ele questionou a garantia de que o ambiente era seguro, ressaltando a incredulidade de ter saído da piscina sem sua esposa.

Proprietários da academia indiciados

Os três proprietários da C4 Gym foram indiciados por homicídio culposo após a intoxicação de alunos na piscina. Eles se apresentaram à polícia e prestaram depoimento, onde foi revelado que o manobrista da piscina, sem qualificação, recebia instruções diretas dos proprietários sobre a aplicação de produtos químicos.

O delegado responsável pelo caso informou que a quantidade de cloro utilizada na piscina era excessiva, o que contribuiu para a tragédia. A Justiça negou a prisão dos sócios, considerando que eles não representam risco à investigação, uma vez que se apresentaram espontaneamente e a academia já foi lacrada e periciada.

Como medidas cautelares, os sócios devem se apresentar mensalmente à Justiça e estão proibidos de se aproximar da academia ou de manter contato com testemunhas. A defesa dos proprietários expressou satisfação com a decisão judicial, afirmando que eles estão à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos.


Tragédia na aula de natação

  • Em 7 de fevereiro, Juliana, de 27 anos, faleceu e outras seis pessoas foram internadas após nadarem na piscina da C4 Gym.
  • Juliana e Vinícius relataram mal-estar durante a aula e foram ao hospital, onde Juliana não sobreviveu.
  • O caso foi registrado no 6º Distrito Policial de Santo André, com outras vítimas também apresentando sintomas graves.
  • Um adolescente e uma aluna de 29 anos foram internados com dificuldades respiratórias e outros sintomas.

Relatos de alunos

Um aluno presente na aula de natação relatou que houve uma mistura inadequada de cloro, resultando em reações químicas que causaram dificuldades respiratórias. Os alunos mais próximos à mistura foram os mais afetados, incluindo Juliana e Vinícius.

O advogado que estava na aula também precisou de atendimento médico após apresentar sintomas severos, incluindo sangramento. Ele destacou a gravidade da situação e a necessidade de atenção médica imediata.

Imagens mostram desespero no local

Câmeras de segurança registraram o desespero dos alunos e instrutores durante a aula de natação. As imagens mostram as vítimas sendo retiradas da água com dificuldades. A direção da C4 Gym lamentou o ocorrido e afirmou estar colaborando com as investigações.

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