X registra aumento histórico de uso após ataque dos EUA ao Irã
Conflito no Oriente Médio impulsiona recorde de engajamento na plataforma X.
O recente aumento das tensões no Oriente Médio resultou em um recorde de engajamento na plataforma X, com uma atividade sem precedentes registrada durante o final de semana. O head de produto, Nikita Bier, compartilhou a informação, destacando que o uso da plataforma atingiu seu maior nível desde a sua criação.
No sábado, quando os Estados Unidos e Israel realizaram ataques ao Irã, a plataforma viu um aumento significativo na atividade. Bier mencionou que esse dia foi “o maior da história do X”, referindo-se ao cálculo de “user active seconds”, uma métrica que avalia a presença dos usuários na rede social. No dia seguinte, ele fez uma nova postagem, corrigindo-se e afirmando que o domingo era, na verdade, o dia mais importante na história da plataforma.
Elon Musk, proprietário do X, também celebrou os recordes de uso, descrevendo o sábado como o “maior uso do X de todos os tempos” e elogiando o engajamento contínuo no domingo.
Os ataques dos EUA e Israel resultaram na morte de pelo menos nove altos líderes do Irã, incluindo o líder supremo do país. Além disso, a ofensiva deixou mais de 20 mortos e cerca de 700 feridos entre a população civil, conforme relatado por fontes locais.
ESCALADA NA TENSÃO
As hostilidades entre os EUA e o Irã se intensificaram após semanas de crescente tensão. Em um pronunciamento anterior, o ex-presidente Trump havia sugerido que em breve tomaria uma decisão sobre um possível ataque ao Irã, afirmando que uma guerra contra o país seria uma “vitória fácil” para os Estados Unidos.
Durante o discurso do Estado da União, Trump enfatizou que o Irã ainda não havia declarado que não buscaria armas nucleares, enquanto alertava sobre o desenvolvimento de mísseis que poderiam ameaçar a Europa e os EUA.
As tensões se agravaram mesmo durante tentativas de diálogo entre os dois países, que não resultaram em acordos. Autoridades iranianas indicaram que o país estaria disposto a fazer concessões, desde que os EUA reconhecessem seu direito ao enriquecimento de urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
