Zoológico de Sapucaia do Sul inicia exposição de anfíbio mexicano em risco de extinção
Axolotes são apresentados pela primeira vez no Parque Zoológico de Sapucaia do Sul.
O Parque Zoológico de Sapucaia do Sul, gerido pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura, agora abriga 35 axolotes, uma espécie de anfíbio inédita em suas seis décadas de operação.
Originários do México, os axolotes são frequentemente vítimas de tráfico, o que os coloca na lista de espécies criticamente ameaçadas de extinção. Para garantir o bem-estar dos animais, o zoológico adaptou aquários com especificações adequadas e instalou placas informativas que alertam sobre os riscos do tráfico de animais silvestres.
Os axolotes foram apreendidos durante uma operação realizada no semestre anterior, quando 74 exemplares foram encontrados mantidos ilegalmente em um restaurante em Porto Alegre. Antes de serem expostos ao público, os animais passaram por um período de quarentena e adaptação, pois não podem ser reintroduzidos em seu habitat natural.
Diferente de outros anfíbios, como sapos e rãs, os axolotes não sofrem a transformação típica de vida aquática para terrestre, resultando em uma aparência única. Eles podem atingir até 30 centímetros de comprimento e vivem exclusivamente em água doce, com uma expectativa de vida de cerca de cinco anos. Sua natureza tranquila se reflete em seu comportamento lento, alimentando-se de pequenos peixes e microrganismos.
Uma das características mais notáveis dessa espécie é sua capacidade de regenerar membros inteiros e até partes de órgãos internos, o que a torna um objeto de interesse em pesquisas médicas e científicas. Os 39 axolotes restantes, apreendidos na mesma operação, foram enviados a instituições parceiras da Secretaria para estudos adicionais.
