Castro anuncia retirada de pré-candidatura ao Senado após investigações da PF
Cláudio Castro desiste de candidatura ao Senado após investigações da Polícia Federal.
O ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, anunciou sua desistência de concorrer a uma vaga no Senado. A decisão foi comunicada ao presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto.
A retirada da pré-candidatura vem em um momento delicado, uma vez que Castro foi alvo de duas operações da Polícia Federal em um curto espaço de 11 dias. A expectativa é que ele se pronuncie oficialmente sobre sua decisão nas redes sociais.
Aliados do PL expressaram alívio com a desistência, temendo que as investigações em curso pudessem prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro e do deputado Douglas Ruas, presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.
Recentemente, mensagens de Castro revelaram jantares em restaurantes de luxo, o que complicou ainda mais sua situação. Esses diálogos levantaram suspeitas que poderiam se conectar a áudios já divulgados envolvendo Flávio e um ex-banqueiro, aumentando o desgaste em torno da candidatura presidencial do senador.
A operação mais recente contra Castro investiga transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência, o fundo de pensão dos servidores do estado, para o Banco Master e fundos associados. Essa ação se seguiu a uma investigação anterior que examinava sua relação com o grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, conhecido por práticas de sonegação.
Os diálogos sobre jantares luxuosos, incluindo whisky e charutos, mudaram drasticamente a percepção sobre Castro, especialmente em relação à semana anterior, quando alguns membros do PL defendiam a continuidade de seu apoio. Naquela ocasião, havia uma expectativa de que sua popularidade, impulsionada por sua proximidade com prefeitos e pela repercussão da Operação Contenção, pudesse salvaguardar sua candidatura.
No entanto, Castro enfrenta também barreiras jurídicas, pois foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral devido ao uso de funcionários contratados em campanhas eleitorais, o que complicou ainda mais suas chances de concorrer.
