Risco político permanece baixo e confiança do consumidor avança no Brasil em maio, segundo AtlasIntel/Bloomberg
Baixo risco político é registrado no Brasil em maio, segundo pesquisa.
O Brasil apresenta um cenário de baixo risco político em maio, conforme o relatório “Latam Pulse”. Este estudo, realizado pela AtlasIntel, analisa diversos países da América Latina e revela que o Índice de Risco Político do Brasil permanece em 42 pontos, o mesmo nível de abril, em uma escala que vai de 0 a 100.
Entre os países avaliados, a Venezuela apresenta o menor risco político, com 41 pontos, resultado das recentes intervenções políticas no país. Em contrapartida, o Peru enfrenta a maior crise política, com um índice de 65 pontos. O Chile e o México seguem com 53 pontos, enquanto a Argentina registra 47 pontos. A Colômbia, que tinha 50 pontos em abril, não foi avaliada neste relatório.
Os desafios políticos mais prováveis para o Brasil nos próximos seis meses incluem a possibilidade de revelações sobre grandes fraudes ou esquemas de corrupção, que possuem 51 pontos de probabilidade alta. O aumento de ataques ou assassinatos relacionados a facções criminosas também é uma preocupação, com 33 pontos de alta probabilidade.
Por outro lado, eventos como golpes de estado, protestos violentos e demissões do presidente são considerados altamente improváveis, segundo as escalas do relatório.
Confiança do consumidor
O relatório também destaca uma melhora no Índice de Confiança do Consumidor no Brasil, que subiu de 5 pontos em abril para 6,3 pontos em maio. O aumento é impulsionado principalmente pelo índice de expectativas, que saltou de 8,2 para 10,3 pontos. O índice de situação atual também apresentou leve crescimento, passando de 0,6 para 1 ponto.
O Brasil se destaca entre os países analisados, sendo o único a apresentar um índice positivo. Em contraste, a Argentina, a Venezuela e o México apresentam índices negativos, com -23,7, -12 e -8,1 pontos, respectivamente. O Chile e o Peru também estão na lista negativa, com -7,4 e -5,6 pontos.
Acertos e erros do governo
O Latam Pulse também avaliou os principais acertos e erros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A gratuidade de medicamentos no programa Farmácia Popular é vista como um acerto por 83% dos entrevistados. Outras medidas, como a isenção de Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil e a assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul, foram aprovadas por 81% e 71% dos participantes, respectivamente.
Entre as iniciativas menos populares, a tentativa de fiscalização de transações acima de R$ 5 mil via Pix foi a mais criticada, com 53% de desaprovação. Além disso, os problemas mais citados pelos entrevistados incluem a criminalidade relacionada ao tráfico de drogas, corrupção e questões econômicas, como inflação.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 18 de maio, com 5.032 respondentes de todas as regiões do Brasil, apresentando uma margem de erro de 1 ponto percentual e um índice de confiança de 95%.
