Flávio Bolsonaro não declarou missão oficial com custos para viagem aos EUA, informa Senado
Flávio Bolsonaro não solicitou despesas para missão oficial durante viagem aos EUA.
O Senado Federal comunicou que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência, não apresentou requerimento para missão oficial com despesas durante sua viagem aos Estados Unidos. Ele protocolou um ofício informando sua ausência do país entre os dias 24 e 28 de maio.
De acordo com o regimento interno do Senado, a apreciação dos requerimentos de licença para missão é necessária apenas quando os custos da viagem são cobertos pela Casa. Nesses casos, a Mesa Diretora é responsável por deliberar sobre os pedidos.
Durante sua estadia, Flávio Bolsonaro compartilhou uma foto ao lado do ex-presidente Donald Trump na Casa Branca, destacando que a visita representava um “reconhecimento” da seriedade e solidez de sua candidatura. Ele também buscou apresentar uma “alternativa” ao governo dos EUA com um presidente “aliado”.
O senador esclareceu que não houve declaração de apoio de Trump à sua pré-campanha. A viagem ocorreu duas semanas após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter se encontrado com o mandatário americano.
Flávio relatou que se reuniu com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, para reforçar o pedido de classificação das organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas.
Questionado sobre a falta de pronunciamento da Casa Branca sobre o encontro, Flávio expressou sua honra em ser recebido por autoridades de destaque da democracia americana, ressaltando a preocupação com a situação no Brasil.
A viagem foi interpretada pelo governo Lula como uma tentativa de desviar a atenção do escândalo do Banco Master. Interlocutores do presidente afirmaram que o senador busca “desesperadamente” mudar o foco das discussões sobre seus vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Flávio Bolsonaro enfrenta uma crise em sua pré-campanha após revelações sobre pedidos de dinheiro a Vorcaro, que está preso e sendo investigado por fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
Informações indicam que cerca de R$ 61 milhões dos R$ 134 milhões acordados entre Flávio e Vorcaro para a produção do filme “Dark Horse”, que aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, foram transferidos entre fevereiro e maio de 2025.
