Pacheco critica EUA por banalização do conceito de terrorismo ao mencionar PCC e CV

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Senador critica classificação de facções brasileiras como terroristas pelos EUA.

O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) manifestou sua oposição à decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.

Em declarações feitas após sua participação no Seminário Lide Inovação e Tecnologia, realizado em São Paulo, Pacheco enfatizou que essa medida “banaliza” o conceito de terrorismo e não contribui para o combate ao crime organizado. Ele destacou que, embora essas facções sejam graves e sofisticadas, elas devem ser tratadas como organizações criminosas.

Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos EUA anunciou que as duas facções seriam categorizadas como “terroristas globais especialmente designados”, com a classificação oficial entrando em vigor em 5 de junho.

Pacheco considerou a decisão “equivocada” e defendeu que a classificação de organizações criminosas deve ser uma prerrogativa das autoridades brasileiras. Ele afirmou que a rotulação por um país estrangeiro pode levar à banalização do conceito de terrorismo.

O senador destacou que facções como o PCC e o Comando Vermelho têm motivações econômicas e financeiras, o que as distingue de grupos terroristas. “Essas organizações criminosas visam a obtenção de lucro, utilizando métodos ilícitos”, explicou.

Pacheco reiterou que o combate a essas facções deve ser conduzido pelos instrumentos legais e constitucionais do Brasil, ressaltando a importância de preservar a soberania nacional.

Ele também expressou a expectativa de que o Ministério das Relações Exteriores atue nas negociações com os Estados Unidos, afirmando que o Itamaraty deve ser o responsável por tratar desse assunto com outros países que possam colaborar no combate ao crime organizado.

Por fim, Pacheco concluiu que classificar facções como organizações terroristas “definitivamente não é um caminho assertivo para esse combate”.

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