Gilmarpalooza 2026 reúne cúpula dos Poderes em debates sobre STF, big techs e nova ordem internacional
O 14º Fórum de Lisboa reúne autoridades e especialistas para discutir desafios globais.
O 14º Fórum de Lisboa, informalmente chamado de “Gilmarpalooza”, terá início na próxima segunda-feira, dia 1º, em Portugal. O evento reunirá ministros de tribunais superiores, membros do governo federal, congressistas, empresários e especialistas internacionais.
Promovido pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), fundado por Gilmar Mendes, o fórum abordará o tema “Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais”.
Este ano, o encontro ocorre em um contexto delicado para o Supremo Tribunal Federal, que está lidando com as consequências de um recente escândalo envolvendo o Banco Master e as discussões sobre a implementação de um código de ética para seus ministros.
O fórum também se propõe a ser um espaço de debate sobre inteligência artificial, soberania digital, regulação de plataformas tecnológicas e os impactos da política externa dos Estados Unidos na ordem internacional. Entre os tópicos a serem discutidos, estão os desdobramentos da atuação do presidente norte-americano e questões relacionadas à tecnologia e governança global.
A realização do evento coincide com o crescente debate no Brasil sobre a atuação das grandes empresas de tecnologia e acontece logo após as autoridades dos Estados Unidos classificarem organizações criminosas como terroristas, o que aumenta a relevância das discussões sobre soberania, segurança e cooperação internacional.
Em entrevista, Gilmar Mendes afirmou que não há relação entre o caso do Banco Master e o fórum, destacando que o evento mantém um caráter acadêmico e faz parte do que ele considera “o Brasil que dá certo”.
A lista de participantes reflete a forte presença do Judiciário, especialmente do STF e do STJ. Observa-se a ausência de alguns governadores de oposição que participaram de edições anteriores, enquanto representantes do governo federal e da área econômica estão mais presentes na programação.
Judiciário:
- Gilmar Mendes, decano do STF;
- Alexandre de Moraes, ministro do STF;
- Flávio Dino, ministro do STF;
- Luís Roberto Barroso, ex-ministro do STF;
- Paulo Gonet, procurador-geral da República;
- Luis Felipe Salomão, vice-presidente do STJ;
- Mauro Campbell Marques, ministro do STJ;
- João Otávio Noronha, ministro do STJ;
- Rogério Schietti Cruz, ministro do STJ;
- Ricardo Villas Bôas Cueva, ministro do STJ;
- Antônio Saldanha Palheiro, ministro do STJ;
- Sebastião Reis Júnior, ministro do STJ;
- Teodoro Silva Santos, ministro do STJ;
- Benedito Gonçalves, ministro do STJ;
- Joel Ilan Paciornik, ministro do STJ;
- Luiz Alberto Gurgel de Faria, ministro do STJ;
- Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, ministro do STJ;
- Rodrigo Mudrovitsch, presidente da Corte Interamericana de Direitos Humanos;
- Vital do Rêgo Filho, ministro do TCU;
- Benjamin Zymler, ministro do TCU;
- Antonio Anastasia, ministro do TCU;
- Jorge Oliveira, ministro do TCU;
- Aroldo Cedraz, ex-ministro do TCU.
Política:
- Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara dos Deputados;
- Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central;
- Aloizio Mercadante, presidente do BNDES;
- Alexandre Silveira, ministro de Minas e Energia;
- Rodrigo Pacheco (PSB-MG), senador; Camilo Santana (PT-CE), senador;
- Eduardo Leite (PSD), ex-governador do Rio Grande do Sul;
- Helder Barbalho (MDB), ex-governador do Pará;
- Raquel Lyra (PSD), governadora de Pernambuco;
- Wanderlei Barbosa (Republicanos), governador do Tocantins;
- Michel
