Projeto oferece visitação educativa sobre cavalos-marinhos no Rio de Janeiro

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Projeto Cavalos Marinhos promove visitação educativa no Rio de Janeiro.

O Projeto Cavalos Marinhos está abrindo ao público, entre domingo (1º) e terça-feira (3), um Espaço Educativo na Universidade Santa Úrsula, localizada em Botafogo, zona sul do Rio de Janeiro. A visitação ocorrerá das 9h às 14h, com inscrições gratuitas através de um formulário. A iniciativa faz parte da primeira edição da Rio Nature & Climate Week e apresenta modelos dos animais, jogos e um laboratório com exemplares vivos reproduzidos em cativeiro.

Estabelecido em 2002, o projeto tem se dedicado à conservação dos cavalos-marinhos e dos ecossistemas relacionados por meio de pesquisa técnico-científica. O espaço foi projetado para mostrar o habitat da espécie e o trabalho de reprodução em cativeiro da população de segurança do cavalo-marinho de focinho longo, um esforço inédito no Brasil em termos de rastreamento genético e manejo reprodutivo.

Segundo a coordenadora geral do projeto, a estrutura reúne filhotes, jovens e adultos, além de elementos educativos relacionados ao manguezal. A iniciativa visa também aumentar a conscientização sobre os fatores que ameaçam a espécie, como a destruição do habitat, a captura acidental pela pesca industrial e a retirada de exemplares para o comércio de aquários.

Além das atividades de conservação, o projeto desenvolve ações junto a comunidades costeiras. Uma dessas atividades é a capacitação de mulheres pescadoras para promover atividades de renda alternativa durante o defeso. Em São Pedro da Aldeia, um grupo foi treinado na produção de biojoias a partir de escamas de peixe, buscando criar uma alternativa econômica durante o período de restrições à pesca.

Nos últimos dois anos, as ações do projeto atingiram cerca de 2 milhões de pessoas. Seis regiões com populações de cavalos-marinhos no estado do Rio de Janeiro foram monitoradas mensalmente, atendendo mais de 100 pescadores e realizando mais de 20 oficinas para mulheres caiçaras, agentes de unidades de conservação, jovens e professores.

Atualmente, o monitoramento se estende a áreas das baías de Guanabara, Ilha Grande e Sepetiba, além de Búzios, Arraial do Cabo e Laguna de Araruama. Desde dezembro de 2025, o projeto também se expandiu para Ubatuba (SP), Vitória e Aracruz (ES).

Os dados coletados pelo projeto apontam para avanços significativos no monitoramento e na capacitação das comunidades ligadas à pesca e à conservação costeira. A evolução das populações de cavalos-marinhos e os efeitos dessas ações sobre o manejo local estão sujeitos a um acompanhamento contínuo, conforme as informações disponíveis.

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