Desencontros Marcam Relações Interpessoais
Reflexões sobre a passagem do tempo e a busca pela felicidade.
Em meio a folhas amarelas e vermelhas, um homem magro percorre uma alameda que o remete a memórias de infância. Este caminho, que já foi palco de sonhos, leva-o a um banco de pedra na praça, onde crianças brincam, ignorando a efemeridade da infância.
Nas noites silenciosas, quando o sono se retarda, ele revisita momentos de alegria, lembrando-se das palavras de um amigo poeta que alertava sobre a impossibilidade de resgatar a juventude. A dúvida persiste: o banco coberto de folhas de outono é real ou uma construção de sua imaginação?
Um vento suave que sobe do rio traz consigo ecos de um passado distante. Ele busca vestígios de quem já passou por ali, como uma ponte de pedra em ruínas ou as iniciais de amantes gravadas em uma árvore antiga.
Na manhã seguinte, um livro cai de sua estante, revelando uma coletânea de poemas de Carlos Drummond de Andrade. Em suas páginas, ele encontra um chamado para fazer do Ano Novo um tempo verdadeiramente renovado, refletindo sobre a dificuldade de deixar o passado para trás.
Enquanto isso, uma vizinha enlutada, sempre envolta em um chale preto, caminha em direção à praça. Sua expressão séria e a ausência de sorrisos levantam questionamentos sobre a tristeza que parece acompanhá-la, ecoando a ideia de que algumas pessoas estão condenadas a viver em um luto perpétuo.
