Alckmin afirma que Lula busca reverter veto da União Europeia à carne brasileira

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Veto da União Europeia à carne do Brasil entra em vigor em setembro

O veto da União Europeia à carne brasileira foi oficialmente anunciado, proibindo o país de exportar seus produtos a partir de 3 de setembro deste ano.

A decisão foi formalizada em um documento publicado na última sexta-feira, onde o Brasil foi excluído da lista de países autorizados a exportar carne, devido à falta de informações apresentadas à Comissão Europeia sobre o cumprimento das exigências relacionadas ao uso de antimicrobianos na produção animal.

Os antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais, além de, em alguns casos, funcionarem como promotores de crescimento.

Na lista anterior de 2024, o Brasil estava autorizado a exportar carne bovina, de frango e de cavalo, além de outros produtos como tripas, peixe e mel. Com a nova decisão, países do Mercosul, como Argentina, Paraguai e Uruguai, permanecem autorizados a exportar.

Apesar do veto, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, destacou que houve avanços nas negociações com outros mercados. Ele mencionou que a China reconheceu o Brasil como isento de febre aftosa sem vacinação, e que a carne brasileira está livre de tarifas nos Estados Unidos.

Alckmin participou da abertura da Bahia Farm Show 2026, onde também estavam presentes o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e o senador Jaques Wagner.

Novos pacotes ampliam crédito no país

Durante o evento, Alckmin anunciou a ampliação de programas de incentivo à produção rural, como o Brasil Soberano e Move Agrícola. O governo federal lançou um pacote de crédito que visa facilitar o acesso a financiamentos para empresas exportadoras, o setor agrícola e o transporte.

Uma das principais novidades é o programa Brasil Soberano 2, que disponibilizará R$ 15 bilhões em crédito. O acesso foi simplificado, reduzindo a exigência de que as empresas tenham pelo menos 5% do faturamento impactado por exportações para apenas 1%.

Com essa mudança, empresas que têm 1% de faturamento relacionado à exportação ou que fornecem para empresas exportadoras poderão acessar o crédito, que pode ser utilizado para capital de giro, bens de capital ou investimentos.

Outro destaque é o programa Move Agrícola, que contará com R$ 14 bilhões, um aumento em relação aos R$ 10 bilhões anteriores. Essa linha de crédito terá juros em torno de 9% ao ano, considerados competitivos, com a expectativa de estimular a modernização do setor agrícola e aumentar a produtividade.

O vice-presidente enfatizou que as medidas visam renovar a frota de veículos, reduzir custos logísticos e melhorar a eficiência operacional no campo.

Alckmin também mencionou um programa de renovação de frota de R$ 21,1 bilhões, que inclui R$ 2 bilhões para ônibus e R$ 19,1 bilhões para caminhões, com a expectativa de que os juros sejam reduzidos de mais de 20% para 12%.

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