Fiesp apoia autonomia na definição da jornada de trabalho
Manifesto em defesa da PEC do Trabalho Flexível é divulgado por entidades do setor produtivo.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e diversas entidades representativas dos setores produtivo e de serviços lançaram um manifesto em defesa da aprovação da PEC do Trabalho Flexível. O documento, intitulado “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”, foi publicado na terça-feira, 9 de junho de 2026, e visa garantir que os direitos trabalhistas já consagrados, como 13º salário e férias, sejam mantidos, ao mesmo tempo que concede ao trabalhador a liberdade de escolher sua carga horária.
O manifesto destaca a importância da flexibilidade no trabalho, reconhecendo que a realidade da vida profissional não se encaixa em moldes rígidos. A proposta defende que os trabalhadores devem ter a opção de trabalhar mais em períodos de alta demanda e menos em momentos de menor movimento, permitindo uma melhor adaptação às suas necessidades pessoais e familiares.
Entidades significativas, como a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a Confederação Nacional do Comércio (CNC) e a Confederação Nacional do Transporte (CNT), estão entre os signatários do manifesto, que critica a PEC que propõe a eliminação da escala 6×1 e a imposição da escala 5×2. Esta última já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e conta com o apoio do governo federal, que promoveu uma campanha publicitária em favor da mudança.
O texto ressalta que a nova proposta de emenda à Constituição pode prejudicar a flexibilidade que muitos trabalhadores necessitam. O manifesto argumenta que a rigidez da nova escala pode aumentar os custos para os consumidores e impactar negativamente a economia, afetando principalmente o trabalhador brasileiro.
O manifesto foi amplamente divulgado em jornais de grande circulação, enfatizando a necessidade de os senadores considerarem a PEC do Trabalho Flexível como uma oportunidade de modernização das relações de trabalho. As entidades solicitam que os senadores votem pela aprovação da proposta, permitindo que o trabalhador tenha autonomia sobre sua jornada de trabalho.
Ao final do documento, a Fiesp e as demais entidades reafirmam seu compromisso com a defesa dos direitos dos trabalhadores e a necessidade de uma legislação que reflita as realidades do mercado de trabalho contemporâneo, enfatizando a importância de permitir que cada trabalhador escolha seu próprio caminho profissional.
