Brasil supera tanque americano mais letal, mas projeto fracassa devido a interferência dos EUA
EE-T1 Osório: A ambição brasileira que desafiou potências militares e fracassou.
No final da Guerra Fria, a Arábia Saudita buscava modernizar sua frota militar e decidiu realizar uma competição internacional para selecionar um novo tanque de batalha. Nesse cenário, uma empresa brasileira, a Engesa, apresentou o EE-T1 Osório, um tanque desenvolvido do zero, que surpreendeu pela tecnologia e desempenho.
Embora o Osório tenha superado tanques europeus e americanos em diversos testes, a Arábia Saudita optou pelo M1 Abrams, resultando na falência da Engesa e no fracasso do projeto, que nunca passou da fase de protótipo.
EE-T1 Osório
A Engesa, conhecida por seus veículos militares, decidiu entrar no competitivo mercado de tanques de batalha principais com o EE-T1 Osório. Este foi um movimento ousado, visto que a empresa já havia produzido veículos blindados, mas nunca um tanque de combate principal. Infelizmente, essa tentativa também marcou o fim da Engesa.
O Osório tinha dimensões comparáveis às do Leopard europeu e do M1 Abrams americano, com mais de 10 metros de comprimento em sua versão mais avançada. O tanque incorporava tecnologia de ponta disponível na época, incluindo uma blindagem bimetálica, que combinava aço, alumínio, cerâmica e fibras de carbono, sendo eficaz na resistência a projéteis sem aumentar significativamente o peso.
Para melhorar a mobilidade, o tanque contava com uma suspensão hidropneumática, permitindo melhor desempenho em terrenos difíceis. Em termos de potência, a Engesa optou por um motor a diesel alemão, o MWM 834, que produzia 1.040 cv e oferecia uma autonomia de 550 km, contrastando com a pesada turbina a gás do M1 Abrams.
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EE-T1 Osório (Brasil) |
M1 Abrams (EUA) |
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Peso em combate |
~43 toneladas |
~60 toneladas |
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Mecânica |
Diesel MWM (1.040 HP) |
Turbina a gás (1.500 HP) |
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Autonomia |
~550 km |
~420 km |
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Avaliação saudita |
Vitória nos testes dinâmicos |
Superado na mobilidade e consumo |
O armamento do Osório também era notável, com o modelo EE-T1 P1 equipado com um canhão britânico L7 de 105 mm, enquanto o EE-T2 apresentava um canhão francês GIAT G1 de 120 mm, projetado para competir diretamente no mercado internacional.
Humilhando os gigantes ocidentais
O EE-T1 Osório foi submetido a testes rigorosos na Arábia Saudita, competindo com os renomados M1A1 Abrams, AMX-40 e Challenger 1. Esses testes exigiram que os tanques enfrentassem condições extremas, incluindo terrenos difíceis e longas distâncias.
Durante os testes, o Osório se destacou, especialmente em precisão de tiro, superando seus concorrentes em várias métricas. O desempenho superior em resistência e alcance reforçou a expectativa em torno do tanque brasileiro, que se mostrou à altura dos desafios propostos.
Os resultados finais indicaram uma disputa acirrada entre o Osório e o Abrams, com ambos os
