Mercado do boi gordo termina o dia estável enquanto frigoríficos reavaliam estratégias
Mercado do boi gordo apresenta preços estabilizados e frigoríficas reavaliam estratégias.
O mercado físico do boi gordo finalizou a quinta-feira (11) com preços estabilizados nas principais praças pecuárias do Brasil. A situação atual reflete a cautela de algumas indústrias frigoríficas, especialmente aquelas que têm permissão para exportar para a China, que estão distantes das compras de gado enquanto reavaliam suas estratégias no cenário atual.
Um fator importante que merece atenção é a rápida utilização da cota brasileira de exportação para o mercado chinês. Espera-se que as autoridades chinesas emitam em breve um alerta sobre a utilização de cerca de 80% da cota, o que pode provocar mudanças significativas nas decisões das indústrias nos próximos dias.
Além das movimentações com a China, o mercado também está atento à recente decisão da União Europeia de suspender as compras de produtos de origem animal do Brasil, uma medida que gera ainda mais cautela entre os exportadores.
A arroba do boi gordo foi cotada a R$ 353,75 em São Paulo. Em Goiás, a média ficou em R$ 337,32, enquanto Minas Gerais registrou R$ 330,29. No Mato Grosso do Sul, o valor foi de R$ 352,61, e em Mato Grosso, R$ 356,69.
Atacado
No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuaram a cair ao longo do dia. Apesar disso, há uma expectativa entre os agentes do setor de uma recuperação nos preços nas próximas semanas, impulsionada pelo aumento do consumo previsto para o mês de junho, especialmente em função dos jogos da seleção brasileira.
Entretanto, a carne bovina enfrenta desafios para competir com proteínas mais acessíveis ao consumidor, como a carne de frango. No atacado, o preço do quarto dianteiro foi fixado em R$ 21,50 por quilo, a ponta de agulha em R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro permanece cotado em R$ 27,00 por quilo.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial encerrou o dia com uma forte queda de 1,33%, fechando a R$ 5,0995. Essa desvalorização da moeda norte-americana é monitorada pelo mercado pecuário, dado seu impacto direto na competitividade das exportações brasileiras.
