Setenta por cento da população se considera prejudicada pela taxa sobre blusinhas, aponta pesquisa
Pesquisa revela que 70% dos brasileiros se sentem prejudicados pela taxa sobre compras internacionais.
Um levantamento realizado pela Proteste indica que a maioria dos brasileiros não vê benefícios na cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida como “taxa das blusinhas”. Apenas 2% dos entrevistados consideram a medida vantajosa.
De acordo com a pesquisa, 70% dos consumidores afirmam que a taxação é prejudicial, enquanto 28% se mostram indiferentes em relação à cobrança. O estudo foi conduzido entre 12 e 21 de maio de 2026, com a participação de 1.300 pessoas, de 18 a 65 anos, com renda familiar mensal superior a R$ 1.600, em 12 capitais brasileiras.
A imposição da taxa ocorreu em junho de 2024, quando uma lei foi sancionada pelo presidente, estabelecendo a cobrança sobre produtos adquiridos em plataformas como Shein, Shopee e AliExpress. Em 12 de maio de 2026, uma medida provisória foi assinada com o objetivo de revogar essa taxação.
Entretanto, a medida provisória tem um prazo de validade até setembro e precisa ser aprovada por uma comissão mista do Congresso Nacional antes de ser votada na Câmara dos Deputados e no Senado. Até o momento, essa comissão ainda não foi instalada, o que pode impactar o futuro da revogação da taxa.
Os dados da Receita Federal revelam que, em 2025, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com a cobrança sobre encomendas internacionais, um aumento em relação aos R$ 2,88 bilhões arrecadados em 2024. No entanto, esse aumento na arrecadação não se reflete no volume de remessas internacionais, que caiu de 189,1 milhões para 165,7 milhões no mesmo período.
