Caiado classifica caso de Jaques Wagner como evidência significativa do PT
Ex-governador de Goiás critica o PT em meio a investigações da Polícia Federal.
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, fez declarações contundentes em relação ao Partido dos Trabalhadores (PT) durante um evento em São Paulo. Ele associou as recentes investigações da Polícia Federal ao que considera a “marca forte do PT”.
Caiado não demonstrou surpresa com as revelações da 9ª fase da operação Compliance Zero, que foi deflagrada na mesma data de suas declarações. Para ele, não há escândalo no Brasil que não envolva a participação do PT.
O ex-governador afirmou que os membros do partido são “extremamente complacentes tanto com o crime quanto com a corrupção”. Essa afirmação foi feita durante o “Encontro com Entidades Representativas da Comunidade Nipo-brasileira”, promovido por Walter Ihoshi.
Além disso, Caiado anunciou que apresentará suas propostas de governo apenas após a Copa do Mundo, mantendo assim um foco em sua campanha eleitoral.
A OPERAÇÃO
A Polícia Federal cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em locais como Bahia, São Paulo e Brasília. Jaques Wagner, líder do PT no Senado, é apontado como um dos principais beneficiários das vantagens econômicas que estão sendo investigadas.
De acordo com a investigação, Wagner teria utilizado jatinhos de um ex-sócio do Master e solicitado entradas para shows da cantora Taylor Swift, além de um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões.
Foram apreendidos também valores em espécie, totalizando US$ 55.000 e € 33.000, em endereços relacionados ao senador.
OUTROS LADOS
A assessoria de Jaques Wagner se manifestou, afirmando que o apartamento mencionado nunca fez parte de seu patrimônio e que ele não atuou em benefício de qualquer instituição financeira.
Na nota, a assessoria destacou que Wagner não é réu nem foi acusado em processos relacionados às investigações e que ele está tranquilo quanto ao andamento dos procedimentos.
Em relação aos valores apreendidos, a defesa esclareceu que se tratam de diárias legais, devidamente declaradas, que não foram utilizadas em missões oficiais. O senador reafirmou sua disposição em colaborar com as autoridades.
A defesa de Augusto Lima também se pronunciou, afirmando que as medidas da Polícia Federal são desnecessárias, uma vez que ele se colocou à disposição das autoridades há seis meses. Os advogados garantem que todas as ações de Lima foram realizadas dentro da legalidade.
