PT anuncia candidatura em Minas após encontro com Lula, mas nome ainda não foi definido

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PT decide lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais após reunião com Lula.

Após meses de incerteza, o PT confirmou que apresentará uma candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada durante uma reunião da bancada mineira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizada na última quarta-feira.

Com essa definição, o partido iniciará um processo interno para escolher o candidato que representará o PT no segundo maior colégio eleitoral do Brasil. A expectativa é que o nome seja escolhido em breve, considerando a importância estratégica do estado nas eleições.

A deputada estadual Leninha, presidente do PT-MG, destacou que a decisão de ter uma candidatura própria reafirma uma resolução tomada anteriormente. Ela enfatizou que o diálogo com outras forças políticas será fundamental para construir um projeto democrático e popular para Minas Gerais.

Inicialmente, Lula tinha a intenção de apoiar a candidatura do ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, do PSD. No entanto, Pacheco decidiu não entrar na disputa, o que levou Lula a reavaliar suas opções no estado, que historicamente tem influência nas eleições presidenciais.

Antes de optar pela candidatura própria, Lula considerou apoiar outras opções, como o ex-vereador Gabriel Azevedo, do MDB. Contudo, essa possibilidade encontrou resistência dentro do PT devido ao histórico político de Azevedo, que começou sua carreira no PSDB e apoiou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Outra tentativa de aliança foi feita com o ex-prefeito Alexandre Kalil, do PDT, mas as negociações não avançaram. Atualmente, a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, é a principal candidata do PT, embora ela tenha manifestado resistência à ideia de concorrer, preferindo apoiar uma chapa de outra legenda.

Recentemente, Marília não compareceu a eventos de Lula em Minas, o que foi interpretado como um sinal de desconforto com a pressão para se tornar candidata. Ela justificou sua ausência afirmando que estava focada na pré-campanha ao Senado e cumprindo compromissos em outra região do estado.

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