Milagres em meio à tragédia: Dois meninos de 11 anos resgatados após dias sob os escombros na Venezuela
Resgate de crianças após terremoto na Venezuela gera esperança em meio ao caos.
Moises, um menino de 11 anos, foi resgatado após ficar preso sob os escombros por vários dias. Um vídeo que circulou nas redes sociais mostra o momento emocionante em que ele é retirado dos destroços, com os olhos protegidos do sol, enquanto os socorristas aplaudem.
Logo após o resgate de Moises, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou a recuperação de outro menino da mesma idade, que foi encontrado em uma operação de resgate na cidade de Caraballeda.
Mais de 72 horas se passaram desde o primeiro terremoto, mas os socorristas permanecem otimistas, acreditando que ainda há sobreviventes sob os escombros, especialmente aqueles que podem ter acesso a água e alimentos.
Os terremotos, que ocorreram com apenas 39 segundos de intervalo, causaram o colapso de centenas de edifícios, deixando muitas pessoas presas. Famílias desesperadas estão escavando os destroços com as próprias mãos na esperança de encontrar seus entes queridos.
Relatos de sobreviventes indicam que alguns ainda conseguem ouvir vozes pedindo ajuda, mas a remoção das pesadas placas de concreto tem sido um desafio. A chegada de maquinário pesado é aguardada com ansiedade.
Resgates desafiadores
A Unidade Nacional de Gestão de Risco de Desastres (UNGRD) informou que Moises estava soterrado sob cerca de 3 metros de escombros. A equipe de resgate trabalhou por seis horas para alcançá-lo, em uma operação que exigiu precisão e cautela.
Durante a operação, um socorrista relatou que o menino foi encontrado próximo de sua irmã e mãe, que não sobreviveram ao desastre. O resgate do segundo menino, também de 11 anos, foi registrado em um vídeo publicado por Rodríguez.
“Nestas horas, cada vida é esperança para a Venezuela”, declarou Rodríguez.
A região costeira de La Guaira, onde Caraballeda está localizada, foi uma das mais afetadas. Os esforços de resgate têm sido complicados por tremores secundários, que aumentam o medo entre os moradores.
“Para ser sincero, isso deixa a pessoa meio nervosa. Qualquer barulho… horrível”, disse um motorista local sobre a situação.
Milhares de pessoas foram forçadas a deixar suas casas e agora vivem em carros ou acampamentos, como o aeroporto e campos de golfe, para se manterem longe de estruturas que podem desabar a qualquer momento.
O campo de golfe em Caraballeda se tornou um centro de emergência, servindo como hospital improvisado e local de doações. Moradores que perderam tudo estão vasculhando pilhas de roupas e suprimentos doados.
Além disso, uma área foi designada para pouso de helicópteros que trazem ajuda humanitária e equipes de resgate de outros países.
A cidade de Caraballeda, marcada por ruas cobertas de escombros e poeira, agora vive um silêncio interrompido apenas pelo som de máquinas pesadas e das buscas entre os destroços.
Milagros González, uma residente, compartilhou sua experiência de fuga de um prédio que não desabou, buscando abrigo no campo de golfe. Ela expressou sua gratidão por ter conseguido escapar com suas filhas e parentes idosos.
“Saí com minhas duas filhas pequenas e dois parentes idosos. Mas, graças a Deus, saímos vivos”, disse.
González também mencionou que a experiência traumática continua a afetá-la, com sintomas de ansiedade surgindo após os tremores.
Em uma mensagem de vídeo, Rodríguez destacou que o complexo esportivo José María Vargas também está atuando como centro de resposta, com as forças armadas organizando doações de roupas, medicamentos e alimentos.
No entanto, a frustração com a resposta do governo está crescendo, com muitos cidadãos reclamando da lentidão e ineficiência nas áreas mais afetadas, onde a remoção de escombros ainda não começou.
Nos últimos dias, equipes internacionais de resgate de
