Milionários têm preferência por Singapura, Itália, Suíça, Grécia e Hong Kong
Preferências de milionários revelam destinos de alto padrão para viver e investir.
Onde você moraria se dinheiro não fosse problema? A resposta de muitos poderia ser uma vida tranquila no campo, longe da internet, cultivando uma horta e criando galinhas. No entanto, a realidade é que as preferências dos milionários do mundo são bem diferentes.
Um relatório recente da Henley & Partners esclarece essa questão, mostrando que os milionários tendem a escolher destinos que oferecem mais do que apenas tranquilidade rural. Eles buscam locais que proporcionem estabilidade, oportunidades de investimento e uma qualidade de vida elevada.
O relatório
O “Henley Private Wealth Migration Report 2026” avalia a capacidade dos países em atrair e reter a riqueza de milionários. A pontuação varia de zero a 100 e considera fatores como tratamento fiscal, qualidade de vida e estabilidade geopolítica. Países com pontuações mais altas são considerados mais atraentes para viver e investir.
Essa métrica, chamada “Wealth Mobility Competitiveness Score” (Pontuação de Competitividade em Mobilidade de Riqueza), reflete a sofisticação e a complexidade do ambiente econômico global.
Um cantinho em Singapura…
De acordo com o relatório, Singapura é o país mais atraente para milionários, com uma pontuação de 79,5. A estabilidade política, instituições robustas e mercados de capitais profundos são fatores que contribuem para essa classificação. Além disso, a proximidade com Hong Kong e a China aumenta seu apelo econômico.
…outro na Nova Zelândia…
Com uma pontuação de 75,8, a Nova Zelândia se destaca por seu Programa de Visto Active Investor Plus, que oferece um ambiente regulatório estável e a percepção de segurança longe de zonas de tensão geopolítica.
…e, claro, passar o verão nas Ilhas Cayman
As Ilhas Cayman atraem milionários não apenas por suas praias paradisíacas, mas também por serem uma jurisdição favorável à estruturação de patrimônio, com uma estrutura de neutralidade fiscal e um ecossistema de serviços financeiros avançados. Isso resulta em uma pontuação de 74,3.
Os outros concorrentes
No total, 16 países alcançaram 70 pontos ou mais. Embora Singapura, Nova Zelândia e Ilhas Cayman liderem a lista, países europeus como Chipre, Países Baixos, Itália, Letônia, Suíça, Grécia e Mônaco também se destacam.
A Itália é mencionada como um “caso de sucesso” devido a seu regime de imposto de alíquota única para novos residentes e uma estrutura favorável de imposto sobre herança, além de seu acesso ao mercado da UE.
Os casos do tipo “sim, mas…”
O relatório também identifica países que enfrentam desafios em sua competitividade a longo prazo. A Alemanha (69,7), França (65,7), Noruega (69) e Reino Unido (68,3) estão entre eles, lidando com questões como impostos sobre grandes fortunas e incertezas políticas.
O Reino Unido, em particular, enfrenta pressões de competitividade em decorrência do Brexit e de reformas tributárias recentes.
O caso paradoxal dos Estados Unidos
Embora os EUA sejam um grande gerador de riqueza, não são vistos como um local atraente para mantê-la. O relatório aponta que a “tributação baseada na cidadania, a complexidade fiscal e os longos prazos de processamento de pedidos de imigração” contribuem para essa percepção negativa. Há uma tendência crescente de indivíduos de alto patrimônio líquido nos EUA considerando a mudança para países europeus e, em menor escala, para a América Latina e o Caribe.
O que isso nos diz?
Mais do que uma simples curiosidade, este relatório serve como um alerta para milionários. A migração de indivíduos ricos pode refletir a saúde da política econômica de um país, enquanto uma saída significativa pode indicar problemas. Contudo, essa equação não é simples; a movimentação de milionários pode ser uma estratégia de diversificação de riscos, conhecida como
