Suplemento comum pode estar ligado à insuficiência cardíaca

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Estudo sugere riscos associados ao uso prolongado de melatonina para distúrbios do sono.

A melatonina tem se tornado um dos suplementos mais procurados por pessoas que enfrentam distúrbios do sono ou dificuldades para dormir. Embora seja considerada segura para uso a curto prazo, novas pesquisas indicam que seu uso prolongado pode acarretar sérias complicações.

Uma investigação realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Nova York examinou a relação entre o uso contínuo de melatonina e o desenvolvimento de insuficiência cardíaca. O estudo analisou dados de aproximadamente 130 mil adultos diagnosticados com insônia.

Os resultados revelaram que aqueles que utilizaram o suplemento por pelo menos um ano apresentaram um risco 89% maior de desenvolver insuficiência cardíaca nos cinco anos seguintes, em comparação com aqueles que não faziam uso da substância.

Embora os resultados sejam preliminares e não comprovem que a melatonina seja a causa do aumento desse risco, eles levantam preocupações sobre a segurança do uso prolongado do suplemento. A situação reforça a necessidade de novas investigações para explorar os efeitos e impactos na saúde cardiovascular.

Para quem tem pressa:

  • Um estudo com cerca de 130 mil adultos com insônia encontrou uma associação entre o uso contínuo de melatonina por pelo menos um ano e um risco 89% maior de insuficiência cardíaca nos cinco anos seguintes;
  • Além do aumento no risco da doença, os pesquisadores identificaram taxas mais elevadas de mortalidade por qualquer causa entre os usuários de longo prazo do suplemento;
  • Os autores ressaltam que os resultados são preliminares e que mais estudos são necessários antes de qualquer mudança nas recomendações sobre o uso da melatonina.

A análise durou cerca de cinco anos

Os pesquisadores analisaram informações de 130.828 adultos diagnosticados com insônia. Para garantir uma comparação justa, os participantes foram divididos em dois grupos: um composto por aqueles que usaram melatonina por pelo menos um ano e outro por indivíduos que nunca haviam utilizado o suplemento.

Após cinco anos de acompanhamento, o grupo que utilizou melatonina apresentou chances significativamente maiores de desenvolver insuficiência cardíaca. Além do aumento de 89% no risco da doença, foram observadas mais hospitalizações relacionadas ao problema e uma taxa mais alta de mortalidade por qualquer causa.

Os pesquisadores afirmam que as diferenças permaneceram mesmo após ajustes para fatores como idade, sexo e outras condições médicas que poderiam influenciar os resultados.

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Associação não significa causa

Apesar dos números alarmantes, os pesquisadores enfatizam que os resultados devem ser interpretados com cautela. O estudo é observacional, o que significa que trabalha com associações e comparações, mas não estabelece uma relação direta de causa e efeito. Assim, não é possível concluir que a melatonina provoca insuficiência cardíaca.

Adicionalmente, indivíduos com insônia frequentemente apresentam outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, como obesidade, diabetes, hipertensão e distúrbios metabólicos. Embora a equipe tenha tentado minimizar essas variáveis na análise, é impossível eliminar completamente sua influência.

Os pesquisadores afirmam que os resultados não justificam mudanças imediatas nas recomendações médicas sobre a melatonina. O principal objetivo do estudo é alertar sobre a necessidade de uma investigação mais aprofundada sobre os possíveis efeitos do uso prolongado da substância.

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