Flávio Bolsonaro não menciona vínculos com Daniel Vorcaro em carta enviada aos EUA
Flávio Bolsonaro se manifesta contra tarifas dos EUA e critica governo Lula
O pré-candidato do PL à Presidência e senador Flávio Bolsonaro enviou uma manifestação ao Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta quinta-feira, em que contesta a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras. No documento, ele omite vínculos com Daniel Vorcaro e atribui a responsabilidade pelas práticas questionadas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seus aliados e ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Flávio solicita a suspensão imediata da tarifa de 25% sobre os produtos brasileiros, argumentando que essa medida premiaria os infratores que se pretendia punir. As autoridades americanas justificaram a nova tarifa com a alegação de que o Brasil não estaria adotando medidas adequadas contra suborno e corrupção, levando o senador a relembrar escândalos históricos, como o Mensalão e a Lava Jato, vinculando-os aos governos do PT.
Na manifestação, ele destaca que a recente fraude envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) também atinge o círculo próximo a Lula, incluindo familiares que estão sob investigação. Flávio classifica o caso do Banco Master como a maior fraude bancária do Brasil, apontando vínculos entre o controlador da instituição e a estrutura governamental, embora não mencione sua própria relação com Vorcaro no financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
O senador menciona a atuação de ex-ministros do governo Lula que estão ligados ao banco, como Guido Mantega e Ricardo Lewandowski. Ele alega que Lula teria recebido o financista fora da agenda oficial e o aconselhado a não vender a instituição. Além disso, Flávio afirma que o caso envolve o STF, citando a contratação de um escritório fundado por Moraes, que recebeu uma quantia substancial pelo serviço prestado.
Flávio argumenta que o escândalo tem repercussões até mesmo no sistema financeiro americano, afetando cidadãos dos Estados Unidos e possivelmente se conectando a organizações criminosas. Ele critica a proposta de tarifa, ressaltando que a sanção individual já imposta a Moraes e sua família contrasta com a nova tarifa, que penalizaria a economia brasileira sem atingir diretamente o ministro.
O senador defende que a medida de tarifa é incoerente, pois prejudica não apenas o Brasil, mas também exportadores e consumidores americanos. Ele enfatiza que a proposta atual não é eficaz para responsabilizar aqueles que realmente deveriam ser punidos.
Críticas ao ‘timing’ de tarifas e pedido de adiamento
Na mesma manifestação, Flávio Bolsonaro pede o adiamento da tarifa de 25% até após as eleições de outubro. Ele argumenta que uma medida irreversível nesse momento teria um impacto político significativo e limitária a capacidade de negociação futura.
O senador acredita que o resultado das eleições redefinirá o ambiente político em um curto prazo, e que preservar opções de diálogo seria mais estratégico do que aplicar pressões imediatas. Ele considera que a adoção de uma medida tão drástica agora seria inadequada, independentemente do partido que pudesse se beneficiar dela.
Flávio também enfatiza a importância de retomar o diálogo e preservar as relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, destacando que a oportunidade de restaurar uma relação comercial historicamente benéfica não deve ser desperdiçada.
