Michelle destaca a política bilíngue do governo Lula como um sonho realizado
Michelle Bolsonaro celebra avanço na educação bilíngue de surdos no Brasil.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro utilizou suas redes sociais para comemorar a implementação da Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, anunciada pelo governo atual. A medida, que visa promover a inclusão, foi divulgada na última sexta-feira.
Michelle destacou a política como um marco importante para a comunidade surda, descrevendo-a como um “sonho realizado”. Sua declaração ocorre em um contexto de tensões políticas com seu enteado, o pré-candidato à Presidência e senador Flávio Bolsonaro.
Em sua publicação, a ex-primeira-dama enfatizou que a educação bilíngue atende a diferentes perfis da comunidade surda, incluindo surdocegos e indivíduos com deficiência auditiva que utilizam a Língua Brasileira de Sinais (Libras), além de pessoas com altas habilidades.
“A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidades para todos.”
Michelle possui um histórico de envolvimento com a causa, especialmente durante seu tempo no Palácio do Planalto, onde se destacou pelo uso da Língua Brasileira de Sinais. Em 2019, ela quebrou protocolos ao discursar em Libras na cerimônia de posse presidencial.
Ruídos internos
No dia 24 do mês passado, Michelle publicou um vídeo de aproximadamente uma hora, no qual abordou divergências internas no bolsonarismo. Ela relatou ter se sentido desrespeitada por Flávio Bolsonaro e criticou articulações do partido no Ceará, além de se opor a uma aliança com Ciro Gomes nas eleições estaduais.
Em resposta, Flávio negou as acusações de desrespeito, pediu desculpas caso ela tenha se sentido ofendida e afirmou que suas decisões políticas são sempre tomadas com a aprovação do ex-presidente. Ele também mencionou ter convidado Michelle para uma reunião com lideranças femininas conservadoras, mas que não obteve resposta.
Seis dias após expor a crise familiar, a ex-primeira-dama decidiu deixar a presidência do PL Mulher, alegando que se dedicaria integralmente aos cuidados com seu marido e filha. Sua renúncia, enquanto se prepara para uma pré-candidatura ao Senado pelo Distrito Federal, gerou especulações sobre uma possível desistência de sua candidatura.
