Produção industrial registra queda de 0,2% em maio após quatro meses de crescimento
A produção industrial brasileira recua 0,2% em maio, após quatro meses de crescimento.
A produção industrial no Brasil apresentou uma queda de 0,2% em maio, em comparação com abril, encerrando assim uma sequência de quatro meses de crescimento contínuo. Esse dado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) através da Pesquisa Industrial Mensal (PIM). Mesmo com essa retração, a produção industrial permanece 4,5% acima dos níveis registrados antes da pandemia, em fevereiro de 2020, mas ainda 13,0% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.
Os principais fatores que contribuíram para essa queda mensal foram os segmentos de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que apresentaram um recuo de 6,1%. As indústrias extrativas também tiveram uma diminuição de 2,6%. Essas duas atividades interromperam um ciclo de cinco meses de crescimento. No caso dos derivados de petróleo, a queda foi puxada principalmente pelo álcool etílico e gasolina, enquanto na indústria extrativa, o minério de ferro, óleos brutos de petróleo e gás natural influenciaram negativamente os resultados.
Por outro lado, alguns segmentos apresentaram crescimento em maio em relação a abril. Os produtos farmacêuticos e farmoquímicos lideraram com um aumento significativo de 13,1%. Outras indústrias que se destacaram foram veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceram 4,1%, e produtos químicos, que aumentaram 3,1%. Também foram observados avanços em metalurgia, confecção de artigos do vestuário e acessórios, além de máquinas e equipamentos.
Ao analisar os resultados por grandes categorias econômicas, verificou-se que os bens de consumo semi e não duráveis caíram 1,3%, os bens intermediários recuaram 0,4%, e os bens de capital reduziram 0,2%. Em contrapartida, os bens de consumo duráveis foram a única categoria a registrar um resultado positivo, com um crescimento de 3,6%.
Comparando com maio de 2022, a produção industrial teve um leve aumento de 0,2%. Os segmentos que apresentaram crescimento nesse período incluem derivados do petróleo e biocombustíveis, com um aumento de 5,7%, indústrias extrativas com 3,1%, veículos automotores com 7,3%, e produtos farmacêuticos e farmoquímicos com um impressionante crescimento de 13,2%. No entanto, também houve quedas significativas, especialmente nos produtos alimentícios, que tiveram uma redução de 3,7%, e máquinas e equipamentos, que recuaram 9,5%.
No balanço acumulado de janeiro a maio de 2023, a produção industrial cresceu 1,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os segmentos que mais contribuíram para esse crescimento foram as indústrias extrativas, com um aumento de 7,9%, e os produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, que cresceram 5,1%. Em contraste, os bens de capital apresentaram uma queda de 6,2%, com destaque para a redução na fabricação de bens de capital agrícolas, que caiu 16,9%.
