Atividade industrial no Rio Grande do Sul apresenta queda em maio, aponta Sistema Fiergs
Desempenho industrial no Rio Grande do Sul apresenta queda em maio, refletindo incertezas econômicas.
O Índice de Desempenho Industrial do Rio Grande do Sul (IDI-RS) registrou uma queda de 0,8% em maio em relação a abril, na série com ajuste sazonal. Essa diminuição representa uma devolução parcial da recuperação de 1,4% observada no mês anterior.
Segundo o presidente da entidade responsável pela divulgação dos dados, a desaceleração da atividade industrial perdeu intensidade, mas ainda não há sinais de uma recuperação robusta no setor. As incertezas referentes à inflação, altas taxas de juros e expectativas econômicas pessimistas continuam a limitar uma recuperação mais consistente.
A retração do IDI-RS em maio foi influenciada principalmente por uma queda de 1,6% nas compras industriais. Em contraste, o faturamento real do setor avançou 1,1%, enquanto as horas trabalhadas na produção e o emprego cresceram 0,2% cada. A massa salarial teve um leve aumento de 0,1%, e a utilização da capacidade instalada (UCI) subiu 0,1 ponto percentual, alcançando 78,7%.
Na comparação com maio do ano anterior, o IDI-RS apresentou um recuo de 6,7%, refletindo o desempenho negativo de todos os indicadores que compõem o índice. A maior queda foi observada nas compras industriais, que apresentaram uma retração de 11,4%, marcando uma nova queda de dois dígitos após dois meses de recuos menos acentuados.
Além disso, o faturamento real caiu 10,3%, as horas trabalhadas na produção recuaram 8,4%, a massa salarial teve uma diminuição de 3,9% e o emprego caiu 2,5%. A utilização da capacidade instalada também registrou uma queda de 1,2 ponto percentual.
Acumulado do ano
No acumulado de 2023, o IDI-RS apresenta uma queda de 5,3%, completando oito meses consecutivos de resultados negativos em comparação ao ano anterior. As compras industriais lideram a retração acumulada no período, com uma diminuição de 13%, seguidas pelas horas trabalhadas na produção e pelo faturamento real, que caíram 6,5% e 6,3%, respectivamente. O emprego e a massa salarial também recuaram 1,4% cada, enquanto a utilização da capacidade instalada diminuiu 0,7 ponto percentual.
A queda na atividade industrial foi disseminada entre os segmentos analisados, com apenas três dos 16 setores apresentando desempenho positivo no acumulado do ano. Os setores de alimentos, móveis e têxteis tiveram avanços de 5,8%, 3,3% e 0,5%, respectivamente. Por outro lado, as principais contribuições negativas vieram de máquinas e equipamentos, veículos automotores e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos, com quedas de 12%, 9,4% e 14,6%, respectivamente.
