Carlos Bolsonaro critica discurso de ‘CEO’ de Tarcísio
Postagem de Carlos Bolsonaro provoca reações sobre possíveis candidaturas no cenário político paulista.
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) compartilhou uma imagem do ex-governador João Doria, que trazia a manchete “CEO de São Paulo”. A publicação foi feita após a primeira-dama de São Paulo, Cristiane de Freitas, expressar apoio a uma possível candidatura do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) à presidência.
A postagem surge um dia depois que Cristiane declarou em uma rede social que o Brasil “precisa de um novo CEO”, referindo-se diretamente ao seu marido. O governador Tarcísio curtiu a publicação, que também foi compartilhada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Em um vídeo no Instagram, Tarcísio criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmando que “o que está aí envelheceu” e que o País necessita de algo “moderno”. Essa declaração reforça a intenção do governador de se posicionar como uma alternativa ao atual governo.
João Doria, que foi aliado de Jair Bolsonaro (PL) em 2018, adotou o slogan “Bolsodoria” durante sua campanha ao governo paulista. Contudo, a relação se deteriorou ao longo do mandato, com a família Bolsonaro acusando Doria de se aproveitar politicamente da imagem do ex-presidente.
Antes da postagem sobre Doria, Carlos Bolsonaro fez críticas a ex-aliados e a setores da direita que se apresentam como alternativas ao bolsonarismo, atacando “isentões” e políticos que foram eleitos com apoio do ex-presidente.
Essa movimentação política acontece logo após um levantamento que aponta Tarcísio de Freitas como o candidato da direita mais competitivo em uma possível disputa com Lula nas eleições futuras.
Na mesma data, o senador Flávio Bolsonaro (PL) manifestou seu apoio a Tarcísio e pediu que setores mais radicais do bolsonarismo evitem pressionar o governador paulista, buscando uma união em torno da candidatura.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) também se manifestou, retuitando um comentário do blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, que criticou a ideia de um “CEO” para o bolsonarismo, chamando a afirmação de “positivismo estúpido típico de milico”.
Enquanto isso, Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses de prisão, permanece detido desde novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Em uma carta lida por Flávio Bolsonaro, o ex-presidente confirmou que seu filho será seu pré-candidato à presidência nas eleições de outubro.
Em um contexto mais amplo, a senadora envolvida em uma CPMI identificou entidades ligadas a fraudes no INSS, provocando reações de líderes religiosos que exigem provas das alegações feitas.
