Legado de Carlos Bastos impulsiona comunicação em níveis regional e nacional
O falecimento de Carlos Bastos gera homenagens e reflexões sobre seu legado no Jornalismo.
O falecimento do jornalista Carlos Henrique Esquivel Bastos mobilizou o mercado da Comunicação no Rio Grande do Sul e em todo o Brasil. Nos dias 21 e 22 de setembro, colegas de profissão e veículos de imprensa publicaram homenagens que destacaram a trajetória de um dos principais nomes do Jornalismo Político brasileiro.
A repercussão da sua morte alcançou a rede nacional, com o ‘Jornal Nacional’ dedicando parte de sua edição para relembrar a carreira de Bastos. Foram destacados momentos marcantes da história do País, como a Campanha da Legalidade, além de sua contribuição ao Jornalismo ao longo de quase sete décadas. Nas redes sociais, jornalistas que conviveram com ele ressaltaram seu papel como referência profissional e humana.
Amizade que atravessa décadas
Em uma entrevista, João Batista Filho compartilhou sua ligação com Carlos Bastos e relembrou momentos marcantes vividos ao lado do comunicador. A amizade entre eles, que começou em Garibaldi, perdurou por mais de sete décadas. Batista recordou que conheceu Bastos quando tinha 14 anos e ele 22, em um café que era ponto de encontro de jornalistas em Porto Alegre.
Com o passar dos anos, a amizade se fortaleceu por interesses comuns como futebol, cinema, Comunicação e Política. Nos últimos anos, mantiveram contato quase diário. João destacou a solidariedade, generosidade e ética profissional de Bastos, enfatizando que ele era um bom ouvinte e um consultor nas horas difíceis.
Para Batista, a lembrança de Bastos varia conforme o tempo de convivência de cada pessoa. Aqueles que tiveram uma relação mais próxima conheceram um homem agradável e aplicado em seu trabalho. Durante seus 91 anos, Bastos viveu com base na solidariedade, lealdade e prazer de viver.
Outras manifestações
Em um artigo, Felipe Vieira definiu Bastos como “um guardião da memória política do Rio Grande do Sul”. Ele lembrou a convivência profissional e destacou a memória privilegiada e o profundo conhecimento dos bastidores do poder que Bastos possuía, além de sua dedicação ao Jornalismo e à formação de novos profissionais.
Gustavo Mota, jornalista e radialista, recordou que Bastos já era uma referência quando iniciou sua carreira em 1976. Ele destacou a serenidade e gentileza de Bastos, além de sua atuação na Campanha da Legalidade e sua paixão pelo Jornalismo e pelo Grêmio.
Luiz Henrique Benfica afirmou que “morre um gigante do Jornalismo”, ressaltando a perda significativa que a morte de Bastos representa para a memória política e jornalística do Estado. Ele lembrou das conversas sobre a Campanha da Legalidade e o conhecimento que Bastos tinha sobre os bastidores da política gaúcha.
Vera Armando destacou que o Rio Grande do Sul “perde um mestre”, ressaltando o compromisso de Bastos com a informação e sua influência na formação de gerações de jornalistas. Ela enfatizou que seu legado nunca será esquecido, pois sua história se confunde com a do jornalismo político gaúcho.
Entidades
Além das manifestações individuais, entidades ligadas ao Jornalismo também emitiram notas oficiais de pesar. A Associação Riograndense de Imprensa (ARI) classificou Bastos como um dos mais importantes nomes da história do jornalismo político do Rio Grande do Sul, ressaltando sua trajetória na imprensa, rádio, televisão e na formação de novos profissionais.
A Associação dos Cronistas Esportivos Gaúchos (Aceg) lembrou os quase 70 anos de carreira de Bastos, mencionando sua atuação em diversos veículos de comunicação, incluindo Rádio Gaúcha e TV Gaúcha, além de sua participação no lançamento do ‘Jornal Nacional’ em 1969.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) lamentou a perda e destacou o compromisso de Bastos com a defesa da profissão e da ética no Jornalismo. Ele era uma presença constante na vida sindical e integrava a Comissão de Ética da entidade.
As homenagens refletem a dimensão da trajetória de Carlos Bastos e o respeito conquistado ao longo de décadas de atuação. As manifestações de colegas, entidades e veículos de Comunicação convergem para o reconhecimento de que sua contribuição ultrapassou as redações e permanece presente
