Brasil busca expandir mercados no Canadá, Emirados Árabes, Japão e Coreia

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Brasil avança em acordos de livre comércio com países estratégicos.

Sob pressão das tarifas dos Estados Unidos, o governo brasileiro está em negociações avançadas para estabelecer acordos de livre comércio com os Emirados Árabes Unidos e o Canadá, além de progressos com Japão, Coreia do Sul e outras nações asiáticas.

A informação foi compartilhada pelo embaixador Maurício Lyrio, secretário de Clima, Energia e Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, em uma cerimônia de sanção do programa Brasil Soberano 3, realizada em Brasília. Esses acordos são parte da estratégia do governo para diversificar os mercados de exportação do Brasil.

Durante o mesmo evento, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, destacou que a diversificação já está em andamento. De acordo com dados da ApexBrasil, 73% das aproximadamente 2.400 empresas brasileiras que exportam para os Estados Unidos começaram a explorar outros mercados desde o ano passado, ampliando suas operações sem reduzir as vendas para o mercado norte-americano.

Um exemplo citado foi o setor de máquinas e equipamentos, que está se aproximando comercialmente de Cingapura, redirecionando parte da produção que antes ia para os EUA.

Em 2023, o Brasil registrou um crescimento superior a 40% nas exportações para 54 novos mercados, mantendo um recorde na balança comercial desde 2023. O governo está focado em finalizar negociações já em curso e iniciar novas frentes comerciais.

Acordos do Mercosul

Os primeiros acordos do Mercosul fora da América do Sul foram firmados com Egito, Israel e Palestina durante os mandatos anteriores do presidente. O tratado com a Palestina foi o último do bloco por mais de uma década até que, em dezembro de 2023, um acordo de livre comércio com Cingapura foi concluído, marcando a primeira parceria do Mercosul com um país asiático.

Desde então, o Mercosul finalizou negociações com a EFTA (Associação Europeia de Livre Comércio) em setembro de 2025 e assinou um acordo com a União Europeia, que entrou em vigor em maio de 2026. O vice-presidente mencionou que as exportações brasileiras para a UE aumentaram em US$ 2 bilhões nos dois meses após a implementação do tratado.

Emirados Árabes

As negociações com os Emirados Árabes começaram em julho de 2024. O presidente Lula expressou expectativas de conclusão em 2025, mas o cronograma não se concretizou. Em fevereiro de 2026, durante uma visita a Abu Dhabi, Lula discutiu o tema com o presidente dos Emirados. Embora as negociações tenham perdido ritmo, em junho, o governo as classificou como em “estágio avançado”, com uma conclusão possível em breve. O principal obstáculo é a solicitação dos Emirados para a redução das tarifas do Mercosul sobre cerca de 20 produtos petroquímicos.

Canadá

As negociações com o Canadá, iniciadas em 2018, foram suspensas durante a pandemia, mas foram retomadas em agosto de 2025, ganhando prioridade após o aumento das barreiras comerciais dos Estados Unidos. O ministro Elias Rosa espera que o acordo seja assinado ainda em 2026. Na Cúpula do Mercosul em junho, o acordo foi tratado como prioridade máxima, e ambos os países reafirmaram a meta de conclusão até o fim de 2026, além de assinar um acordo bilateral de assistência aduaneira.

Japão

As negociações para um acordo de parceria econômica com o Japão foram oficialmente lançadas em junho de 2026. As primeiras rodadas formais estão programadas para agosto e setembro. Se o acordo for concluído, abrangerá um mercado de aproximadamente 400 milhões de pessoas, com um PIB combinado de US$ 7 trilhões. O Japão foi o 10º maior parceiro comercial do Mercosul em 2025, com um comércio total de US$ 13,7 bilhões.

Coreia do Sul

As negociações entre o Mercosul e a Coreia do Sul começaram em 2018, mas estavam paralisadas desde 2021. O presidente Lula retomou as discussões durante uma visita a Seul em fevereiro, destacando

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