Eduardo Bolsonaro questiona credibilidade do sistema eleitoral após declaração falsa de Flávio sobre urnas
Eduardo Bolsonaro levanta novas suspeitas sobre o sistema eleitoral brasileiro em transmissão ao vivo.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro voltou a questionar a integridade do sistema eleitoral brasileiro em uma transmissão ao vivo. A declaração ocorreu dois dias após seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro, ter feito comentários infundados sobre as urnas eletrônicas em uma reunião com embaixadores em Brasília.
Durante a live, Eduardo conversou com o consultor político argentino Fernando Cerimedo, que esteve envolvido na campanha do presidente Javier Milei. Cerimedo, conhecido por suas alegações de fraude nas eleições brasileiras, já teve suas afirmações desmentidas por especialistas na área.
O consultor argentino foi indiciado pela Polícia Federal em um inquérito relacionado a tentativas de golpe, embora não tenha sido incluído nas denúncias da Procuradoria-Geral da República. Eduardo ressaltou a importância da transmissão, afirmando que o tema é sensível e tem sido criminalizado no Brasil.
Durante a conversa, os dois abordaram suspeitas já refutadas sobre a confiabilidade das urnas eletrônicas, além de comparações com as alegações de fraude feitas pelo ex-presidente americano Donald Trump. Trump nunca reconheceu sua derrota nas eleições de 2020 para Joe Biden.
Eduardo apresentou um slide que afirmava que questionar a integridade das urnas eletrônicas é uma vulnerabilidade de segurança nacional. Ele também criticou o relatório final de uma comissão do Exército, que não teria isentado as urnas de vulnerabilidades, e pediu mais recursos para investigações e auditorias.
Recentemente condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 4 anos e 2 meses de reclusão por coação no curso do processo, Eduardo se encontra em autoexílio nos Estados Unidos, onde obteve autorização de residência permanente.
Flávio Bolsonaro, por sua vez, fez afirmações falsas sobre a origem das urnas eletrônicas brasileiras, associando-as à empresa venezuelana Smartmatic. Ele citou um relatório da CIA que, segundo ele, indicava envolvimento da empresa em fraudes eleitorais na Venezuela, o que foi desmentido por análises da própria CIA.
De acordo com investigações, não existem evidências de que a tecnologia das urnas venezuelanas tenha sido usada para fraudes em larga escala, e a CIA concluiu que nem Smartmatic nem o governo venezuelano tinham capacidade para manipular resultados fora do país.
No mesmo evento, Flávio solicitou que países enviem observadores para as eleições brasileiras, destacando a importância de especialistas em tecnologia eleitoral. É importante ressaltar que as eleições no Brasil já contam com a supervisão de várias instituições internacionais reconhecidas por sua imparcialidade e profissionalismo, como a Organização dos Estados Americanos e a ONG The Carter Center.
